Petrobras confirma novo vazamento na Bacia de Campos

Vazamento é o segundo na bacia, em apenas 10 dias. 
Segundo a Petrobras, 108 litros de óleo foram derramados.
Carolina Burgos

A assessoria da Petrobras confirmou, na noite de sexta-feira (1), mais um vazamento de óleo na Bacia de Campos, RJ. Dessa vez foi avistada uma mancha de óleo no campo de Marlim, a 172 km da costa de Macaé, no Norte Fluminense.

Na tarde de sexta-feira (1), uma pessoa que se identificou como trabalhador da Petrobras denunciou, ao G1, que a plataforma P-37, na Bacia de Campos, estaria vazando óleo há quatro dias.
Em resposta, a Petrobras informou à nossa equipe de reportagem, através de nota, que identificou a origem da mancha de óleo nesta sexta (01). Os primeiros indícios teriam sido avistados na quinta-feira (28).
De acordo com a empresa, 108 litros teriam vazado, sendo 13 na quinta e os outros 95 na sexta. O problema seria originário em um poço que está fora de operação. Cinco embarcações teriam sido deslocadas para ajudar na resolução do problema.
Esse é o segundo caso de vazamento em plataformas operadas pela Petrobras em apenas 10 dias. O último ocorreu no dia 18 de fevereiro. Uma mancha de óleo próxima à Plataforma de Pampo, na Bacia de Campos, a  113 Km da costa do Rio de Janeiro, foi detectada com 40 litros de óleo derramados na ocasião. 
Veja a nota da Petrobras ao G1, na íntegra:
A Petrobras informa que identificou hoje (01/03) a origem de uma mancha de óleo cujos primeiros indícios haviam sido avistados ontem (28/02), no campo de Marlim, a 172 km da costa de Macaé, na Bacia de Campos.
Após inspeções, a companhia constatou que o vazamento está ligado a um problema na árvore de natal molhada do poço MRL-131, que está fora de operação. O volume de óleo detectado é estimado em 108 litros, sendo 13 litros, ontem, e outros 95 litros, hoje. Todas as medidas para solucionar o problema já estão sendo tomadas pela empresa.
De acordo com os padrões para esse tipo de ocorrência, foram deslocadas para o local cinco embarcações especializadas em contenção e recolhimento de óleo, três para inspeção submarina e aeronave para sobrevoar a área. A Petrobras mantém informados a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Ibama e a Marinha sobre a ocorrência.

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