Tragédia em Santa Maria: Barras de ferro dificultaram saída da Boate Kiss e colaboraram para elevar número de mortes, indica perícia


Exame feito pelo Instituto-geral de Perícias (IGP) detectou quatro estruturas que dificultaram a fuga na hora do incêndio
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VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria

Carlos Wagner
Em 161 páginas, o Exame do Local feito pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) descreve a participação das barras de ferro instaladas na boate Kiss, em Santa Maria, na morte das 241 pessoas. Ao dificultar a saída de quem estava na festa, as estruturas causaram de boa parte das mortes, segundo a perícia.


De acordo com o laudo técnico, as quatro barras de contenção representam um dos capítulos mais dramáticos na hora da fuga. Uma delas, instalada após uma porta interna de 2,20m foi a que mais trancou as pessoas dentro da casa noturna quando tentavam se salvar do incêndio. Instalada do lado direito, a barra de 1,10m obstruía a saída de um dos lados da porta. Após a pressão da multidão, esta barra foi derrubada, mas muitas pessoas já haviam caído e sido pisoteadas na tentativa de sair para a calçada.
Clique na imagem e confira o perfil das outras 241 vítimas:


 
Como aconteceu

incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna. 

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos. 

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil. 

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:

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