Em Cabo Frio, pescadores dizem que extração de petróleo prejudica atividade artesanal



Eles debateram sobre produção pesqueira, direitos e benefícios não pagos.
Para os pescadores, a profissão está perdendo espaço.
 Representantes da Confederação Nacional dos Pescadores participaram no sábado (13) de um debate na Colônia de Pescadores do município de Cabo Frio, na Região dos Lagos. A proposta era debater sobre produção pesqueira, direitos e benefícios não pagos. A confederação destacou na reunião um ponto polêmico: como vai ficar a situação dos pescadores com o crescimento da indústria do petróleo.



A pesca é uma atividade milenar que vem perdendo espaço principalmente com a exploração de petróleo e as compensações financeiras pelos prejuízos não estão são suficientes para cobrir os prejuízos, segundo os pescadores. Esse assunto foi um dos pontos discutidos na reunião deste sábado (13) entre presidentes da Colônia de Pescadores das cidades da Região dos Lagos, Baixada Litorânea e Norte e Noroeste do estado, uma área com cerca de 20 mil pescadores artesanais.
Já as colônias de pescadores recebem repasse pelos estudos sísmicos, que é a avaliação sobre os melhores pontos de perfuração para retirada do petróleo. O presidente da Colônia de Pescadores de Cabo Frio, Alexandre Marques, questiona o valor das verbas destinadas às instituições. Esses assuntos e outros que preocupam a categoria vão estar na reunião noemada de “Grito da Pesca”, que deve ser realizado no fim de junho.

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