Alunos da rede pública de Cabo Frio serão submetidos a exame de acuidade visual

Curso de capacitação promovido pela secretaria de Educação contou com a participação do secretário de saúde, Dr. Demócrito Azevedo
Alexandra de Oliveira
O secretário Municipal de Saúde de Cabo Frio, Dr. Demócrito Azevedo, participou ontem (22/5), no Centro de Estudos Natália Caldonazzi, de um curso de capacitação promovido pela secretaria municipal de Educação em parceria com a secretaria municipal de Saúde, para treinar os professores da rede pública para a realização de exame de acuidade visual nos alunos do 1º ano do ensino fundamental. A capacitação faz parte do programa “Veja o mundo com bons olhos”, que está sendo desenvolvido com o objetivo de identificar e corrigir problemas visuais dos alunos e, assim, contribuir para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem.



Durante a capacitação, os professores receberam noções importantes de como utilizar a escala de sinais de Snellen – uma tabela com fileiras de letras de tamanhos diversos, usada para “quantificar” a visão, que serve para identificar possíveis distúrbios de refração e estrabismo, verificando se os alunos necessitam de óculos.

- Os problemas de visão atrapalham em muito o desempenho acadêmico dos alunos, e por isso, pais e professores devem sempre estar atentos para ver se os alunos apresentam sintomas como dor de cabeça, olhos lacrimejantes e irritados, entre outros - disse o secretário de Saúde de Cabo Frio.

Outros sintomas que podem ser observados são os seguintes: inclinação persistente de cabeça, piscar contínuo dos olhos, desvio ocular (olho estrábico), testa franzida, secreção nos olhos, crostas nos cílios, sensibilidade excessiva á luz e alterações pupilares. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 22,9% dos casos de abandono escolar são ligados a problemas de visão que os alunos apresentam. 30% das crianças possuem algum tipo de doença nos olhos e 20% dessas precisam de óculos.

- Tudo isso atrapalha o aluno no momento de ler, de fazer suas tarefas, de copiar do quadro, de prestar atenção na aula e assim por diante - explica o médico oftalmologista.

Segundo a professora Hélia Brito, responsável pelo serviço de Saúde Escolar, os casos de visão diminuída identificados em sala serão encaminhados para consulta oftalmológica, em parceria com a Secretaria de Saúde.

O projeto envolve ainda ações preventivas e informativas também para toda a comunidade escolar. A responsável pelo serviço de Saúde Escolar, Hélia Brito, explica que a maioria das crianças em idade escolar nunca passou por exames oftalmológicos.
– Quando a criança começa a estudar, passa a ter um esforço visual maior, é quando muitas passam a apresentar sintomas de distúrbio ocular. Por vezes elas se queixam de dores de cabeça, tonturas, cansaço visual e é a professora quem costuma observar isso e orientar aos pais que procurem ajuda especializada – explica.

Hélia Brito reforça ainda que a implantação do projeto nas escolas, e logo nas séries iniciais, vai extinguir a evasão escolar por conta de dificuldades visuais e ainda garantir uma socialização mais eficaz da criança.

- Com isso, espera-se ajudar o desenvolvimento escolar, diminuir a evasão escolar, prevenir problemas visuais e melhorar a qualidade de vida dos alunos – conclui.

Texto: Alexandra de Oliveira | Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde
Fotos: Til Santos

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