ONU: mais de 600 jornalistas foram assassinados na última década

Liberdade de imprensa

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e a Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, pediram na quinta-feira (2) que todos os países reforcem a segurança para que os jornalistas possam trabalhar sem medo.

 
A fotógrafo Farzana Wahidy cobrindo evento de empoderamento das mulheres em Mazar-i-Sharif, no norte do Afeganistão. Foto: UNAMA/Fardin Waezi

De acordo com a UNESCO, mais de 600 jornalistas foram mortos na última década, muitos trabalhando fora de zonas de conflito. A organização também divulgou que nove em cada 10 casos de assassinatos desses profissionais ficam impunes.

“Todo dia, a liberdade de expressão enfrenta novas ameaças. Os jornalistas são alvos frequentes porque ajudam a garantir a transparência e a prestação de contas nos assuntos públicos”, disseram em uma mensagem que marca o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado todo dia 3 de maio.

Brasil entre países mais perigosos
Levantamento do Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ) colocava o Brasil como o 18° país mais perigoso para o exercício da profissão em 2010. Dois anos depois, já estava em quarto lugar, com quatro assassinatos em represália a reportagens – perdendo apenas para a Síria, Somália e Paquistão.
O perigo cresce tão rapidamente que, segundo informações da imprensa brasileira, mais quatro profissionais de mídia foram assassinados de janeiro a abril deste ano. Em geral, são profissionais que vivem em cidades pequenas e trabalham em veículos de comunicação de abrangência local.
Fonte: segurancadejornalistas.org

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