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sábado, 1 de junho de 2013

Bailarina de Cabo Frio conquista títulos e se destaca em outros países

Carolline Neves da Silva ficou entre as melhores em competição nos EUA.

Ela é considerada uma revelação da dança, mas não tem patrocínio.

João Phelipe Soares
Do G1 Região dos Lagos
Caroline Neves da Silva, de 19 anos, esbanja talento pelo mundo da dança clássica. (Foto: Gabriel D'Alexandria )Carolline Neves da Silva, de 19 anos, esbanja talento pelo mundo da dança clássica. (Foto: Gabriel D'Alexandria )
Em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, um jovem talento do balé clássico coleciona títulos e oportunidades de mostrar a arte pelos quatro cantos do mundo. Dançando balé há apenas quatro anos, Carolline Neves da Silva, de 19 anos, conquistou prêmios e bolsas internacionais. Conhecido pela exigência na execução das coreografias e pelo encanto dos figurinos impecáveis, o balé é considerado como um dos estilos de dança tecnicamente mais difíceis do mundo. Sem hesitar frente ao desafio, Carolline calçou as sapatilhas e ganhou o mundo da dança, surpreendendo até a si mesma. 


"Eu gostava de dançar, mas não o balé. Até que um dia eu fui levada pelas minhas amigas da escola para uma companhia de dança da cidade e fiz um teste que me deixou surpresa. Todos me elogiavam demais, ficaram impressionados comigo e eu não entendia o motivo porque eu nunca havia feito aula de dança. Conclusão, fiquei na companhia de balé e conquistei um título de bailarina revelação da Região dos Lagos em apenas três meses de curso'', relembrou a jovem bailarina.
Balé clássico encanta pela suavidade das coreografias. (Foto: Gabriel D'Alexandria)
Balé clássico encanta pela suavidade das
coreografias. (Foto: Gabriel D'Alexandria)
Esbanjando talento, não levou muito tempo até Caroline buscar novos caminhos no mundo da dança.  A bailarina trocou de companhia de dança e se aprofundou nas técnicas do balé clássico. O resultado da mudança são títulos conquistados pelo Brasil e estudo em outros países.
"Em 2008, conquistei o 2° lugar no Seminário de Dança em Brasilia. Dois anos depois, fiquei entre as 12 melhores da América Latina na competição internacional 'Prix de Lausanne', na Argentina. Depois, em 2011, participei de uma seletiva para o Youth America Grand Prix (YAGP) e consegui uma vaga para concorrer a bolsas de estudos em Nova York e fui estudar em Mônaco, em 2012", contou. Desde o início da carreira, ela coleciona 20 títulos, além das indicações para premiações por todo o Brasil. 
"A minha última conquista foi nos Estados Unidos, neste ano. Eu participei novamente do YAGP, que é um dos mais importantes concursos de dança do mundo e consegui ficar no top 12 entre todos os participantes. Com isso, eu acabei ganhando 11 bolsas para estudos e contrato de trabalho pelo mundo. O difícil vai ser escolher para onde irei, e se vou conseguir recursos para seguir a minha carreira", explicou.
Falta de patrocínio


São anos de ensaio, de amor e dedicação pelo balé clássico que resultaram em conquistas e indicações para escolas internacionais que são referência da dança no mundo. Contudo, segundo Caroline, ainda não foi possível viver do talento. 

Caroline Neves, de 19 anos, descobriu um talento natural para o balé (Foto: Gabriel D'Alexandria)Carolline Neves, de 19 anos, descobriu um talento natural para o balé (Foto: Gabriel D'Alexandria)
"Até hoje eu não consegui ganhar dinheiro com o balé e não tenho ajuda de ninguém de Cabo Frio, que é a minha cidade. O único apoio que tive foi do governo de Goiânia. A falta de patrocínio atrapalha porque eu não tenho recursos para viajar sempre que conquisto alguma bolsa. Eu tenho que ir para o Canadá no final do mês de junho e não consegui comprar as passagens e nem ter o dinheiro para pagar a estadia, alimentação. Além disso, quero muito usar a bolsa que ganhei para a Royal Ballet (Londres), que é uma das melhores do mundo, mas o meu sonho fica ameaçado", lamentou.


Apesar das dificuldades, a ideia de aposentar as sapatilhas jamais foi cogitada, nem mesmo quando torceu o pé em Mônaco. Os médicos locais disseram que ela deveria desistir da carreira, mas ela continuou a ensaiar. Segundo ela, as dificuldades continuam, mas a emoção de estar no palco e brilhar para a plateia mantém o sonho e a esperança por tempos de glória e estrelato pelos quatro cantos do mundo.

A leveza do balé clássico. (Foto: Gabriel D'Alexandria)A leveza do balé clássico. (Foto: Gabriel D'Alexandria)
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