Bom dia! Veja as manchetes e o resumo dos principais jornais e revistas deste domingo, 30 de junho. Dilma não vai comparecer à festa de encerramento da Copa das Confederações


O Planalto confirmou que a presidente Dilma não comparecerá a esta festa. A popularidade da presidente, aliás, despencou quase pela metade nas últimas três semanas, segundo pesquisa do Instituto Datafolha. O período coincide com a onda de manifestações que se espalhou pelo país.


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O Globo

Manchete: Governo pode aumentar impostos para compensar novos benefícios
Ministro da Fazenda diz que outra opção é cortar despesas. Custo das promessas passa de R$ 50 bi

Diante dos protestos nas ruas, o governo federal não descarta aumentar impostos para compensar despesas que surgirem para atender às demandas da sociedade. Em entrevista ao GLOBO, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou o compromisso fiscal. "Qualquer renúncia será acompanhada de corte de despesa ou de outra tributação para compensar", disse Mantega. Já é possível calcular em pelo menos R$ 50 bilhões os gastos extras com três propostas apresentadas no mês das manifestações: 10% da receita corrente bruta para a Saúde, isenção de tributos federais para o combustível e novas regras para divisão do Fundo de Participação dos Estados. Nos últimos dez anos, os governos petistas gastaram menos do que o previsto no social: aplicaram só 61% do dinheiro destinado à Saúde e 38% do que seria usado em Educação (Págs. 1, 3 a 18 e 31 e 32)

Datafolha: aprovação de Dilma despenca de 57% para 30% (Págs. 1 e 11)


Colunistas
Míriam Leitão: Protestos tiraram as certezas para 2014 e isso é bom pra a democracia. (Págs. 1 e 32)

Veríssimo: É preciso cuidar para não desmoralizar demais a política e os políticos. (Págs. 1 e 21)

Elio Gaspari: A passeata de 1968 foi o fim de um ciclo. (Págs. 1 e 18)

Merval Pereira: Queda de Dilma tem efeitos inevitáveis na sucessão. (Págs. 1 e 4)

João Ubaldo: Cuidado: Nem a anarquia do governo pela Internet, nem o sebastianismo. (Págs. 1 e 21)

Saúde: A desconstrução da Cura Gay pela ciência (Págs. 1 e 41)


Ancelmo Gois
Hotel caro fez 38% dos turistas da Copa se hospedarem em casa de amigos.(Págs. 1 e Rio 24)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Líderes aliados divergem de ideias de Dilma para reforma 
Levantamento do Estado mostra que financiamento público não teria apoio; foro privilegiado acabaria

Na semana em que a presidente Dilma Rousseff lançou a proposta de realização de um plebiscito para nortear uma reforma política, levantamento do Estado realizado com líderes de bancadas na Câmara e no Senado mostra que as principais propostas defendidas pela presidente sofreriam resistência, até mesmo na base aliada. Entre as ideias estão financiamento público de campanha e voto de lista - no qual os partidos definem os candidatos numa relação preestabelecida e o eleitor escolhe a legenda. Esses líderes, no entanto, apoiariam o fim do foro privilegiado. Um questionário foi enviado aos parlamentares para detectar quais pontos teriam chances de ser aprovados no Congresso caso uma proposta fosse a plenário. Outra possibilidade bem recebida seria a unificação das eleições gerais e municipais, hoje realizadas com intervalo de dois anos. (Págs. 1 e Política A4)

Dilma prevê retaliação
Presidente foi avisada de que parte da base e oposição acham que ela jogou para o Legislativo a culpa pelos protestos e preparam desforra. (Págs. 1 e A6)

Onda de protestos tomou 353 cidades
Após o primeiro protesto do Movimento Passe Livre em São Paulo, no dia 6, as manifestações se espalharam como “epidemia” pelo País, atingindo 353 cidades.(Págs. 1 e Política A10)
'Finanças de SP estão no limite'
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse, em entrevista ao Estado, que foi o único a advertir que era necessário financiar a redução das tarifas. (Págs. 1 e Política A8)
Aliás: Na prorrogação
Sob pressão da geral, os Poderes votaram o que estava parado e um plebiscito veio à tona para tratar da reforma política. A bola está com o povo? Especialistas analisam.
* Alysson Mascaro
* Lee Siegel
* Angela Alonso
* José de Souza Martins
(Pág. 1)

Paciente de plano tem problemas do SUS (Págs. 1 e Metrópole A26)


Barry Eichengreem: Brasil comparado à Turquia
Em ambos os países, chega ao fim a era de crescimento que conseguiu dissimular as queixas contra uma administração ineficiente e arbitrária.
(Págs. 1 e Economia B5)

Notas & Informações: A política nas ruas
Protestos põem a nu realização do PT no poder: a debilitação do debate político no Parlamento. (Págs. 1 e A3)
Líder egípcio enfrenta série de manifestações (Págs. 1 e Internacional A13)


Reportagem especial: Força evangélica latina nos EUA
Igrejas pentecostais de origem hispânica ocupam espaços políticos, ampliam sua influência nos EUA e ganham acesso sem precedentes à Casa Branca no governo Obama, informa Adriana Carranca. Seus pastores se tomaram líderes poderosos no comando do voto latino. (Págs. 1 e Internacional A22 e A23)
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Correio Braziliense

Manchete: Como é viver em um país de inflação alta
Os brasileiros estão mudando os hábitos de consumo e até usando antigos clichês da década de 1980, quando o reajuste de preços era diário. Andrea Dutra, de 46 anos, parcela a conta do supermercado e troca sucos e refrigerantes por chás. Mesmo o supérfluo aceitável vira coisa de luxo, e muitos planos são adiados. As pessoas físicas já devem aos bancos o equivalente a 25% do PIB, e 63% das famílias têm débitos a pagar. (Págs. 1 e 12 a 14)
Porque a reforma política será difícil
No que depender do Congresso, temas como financiamento de campanha e fim das coligações tendem a avançar pouco, dizem especialistas consultados pelo Correio. O motivo é prosaico: quem se beneficia do jogo não está disposto a mudar as regras.

Planalto minimiza reprovação a Dilma
Para os governistas, a queda de 27% na avaliação positiva da presidente é um mero reflexo da onda de protestos. (Págs. 1, 2 a 10 e 27)

Jovens brasilienses mais expostos a perigos
A violência, o uso de drogas e as doenças sexualmente transmissíveis afetam cada vez mais a população entre 13 e 15 anos, avalia o IBGE. Os números do DF são piores do que a média nacional. (Págs. 1, 24 e 25)
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Estado de Minas

Manchete: Valeu a pena?
Vozes de mais de 1 milhão de pessoas que saíram em protestos estão sendo ouvidas e, em pouco mais de duas semanas, conseguiram mudar a agenda política brasileira. Violência e morte são o lado ruim de um movimento que faz o país avançar como há muito não se via.

SIM
O povo deu o recado. Protestou, gritou e obrigou os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a tomarem decisões sobre temas que se arrastavam havia anos. Em 6 de junho, jovens em defesa do passe livre começaram atomar as ruas de São Paulo e, sete dias depois, o movimento chamou a atenção de todo o país e se multiplicou. Desde então, houve conquistas como redução dos preços de passagens de ônibus, derrubada da PEC 37, que tiraria o poder de investigação do Ministério Público, e destinação de 75% dos royalties do petróleo para a educação e de 25% para a saúde. Para da há duas décadas no Congresso, a reforma política agora está na ordem do dia. Corrupção virou crime hediondo. E pela primeira vez um deputado em exercício foi preso, condenado por desvio de dinheiro público.

MAS...
A população e o país estão pagando um preço alto demais. Infiltrados nas manifestações, vândalos já causaram prejuízo acima de R$ 6 milhões ao patrimônio público. Muitos deles são seguidores do Black Bloc, que se movem por ideais anarquistas e destroem tudo por onde passam. Entre empresários e comerciantes que tiveram lojas saqueadas e depredadas, as perdas ainda são calculadas, enquanto decidem se continuam nos endereços atacados por criminosos. Naescaladados protestos, seis pessoas já morreram, uma delas em BeloHorizonte: o jovem Douglas de Oliveira Souza, de 21 anos. (Pág. 1)

E agora? É hora de redobrar a vigilância com as decisões do Congresso (Pág. 1)


Manifestantes ocupam a câmara de BH
Em votação tumultuada, a Câmara de BH aprovou, na manhã de ontem, o projeto que isenta o transporte público do ISSQN e reduzem R$ 0,05 a tarifa de ônibus. Com a galeria tomada por cerca de 250 manifestantes, a sessão terminou, mas a indignação, não. O protesto que começou com jovens pintando corações nos escudos dos guardas municipais teve princípio de conflito e tinta atirada contra agentes. A manifestação seguiu pela tarde e noite com a ocupação da Câmara. A prefeitura informou que, com o fim de taxa da BHTrans, o valor da passagem cairá R$ 0,10. (Pág. 1)
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Jornal do Commercio

Manchete: Duelo para gigantes
Brasil e Espanha jogam a final da Copa das Confederações às 19h no Maracanã de grandes escolas de futebol e de craques, como Neymar e Xavi. Antes, às 13h, Uruguai e Itália decidem o terceiro lugar. (Pág. 1)
Saiba como ser fiscal atuante do dinheiro público (Pág. 1)


“Importação” de médicos cria polêmica (Pág. 1)


Geraldo Julio faz 6 meses na PCR ainda nos ajustes (Pág. 1)


Em baixa (Pág. 1)


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Veja

Manchete: Então é no grito?
Os governos e o Congresso correram para atender os manifestantes. Isso mostra que a pressão popular funciona. Mas as ruas podem substituir as instituições. (Pág. 1)
Mandela
As disputas familiares que privam o sul-africano de um final de vida tranquilo. (Pág. 1)
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Época
capa
Manchete: Cadê a Estadista?
O povo toma as ruas, a economia desanda, os políticos batem cabeça - e o governo muda de assunto... (Pág. 1)
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ISTOÉ
capa
Manchete: E o poder se mexeu
Despertados pelo ruído que vem das ruas, governos, Congresso e até o Judiciário se movem em um verdadeiro mutirão para apresentar propostas, votar medidas e atender às demandas populares. Uma nova ordem política começa a funcionar no Brasil. (Pág. 1)
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ISTOÉ Dinheiro

Manchete: Embraer volta às alturas
Os pedidos de aviões comerciais atingiram US$ 35 bilhões neste ano, as ações subiram quase 40% e uma nova geração de jatos, com investimentos de US$ 1,7 bilhão, é anunciada. Saiba como a fabricante brasileira superou as turbulências e retomou o crescimento.

Frederico Curado, presidente: "O melhor momento da Embraer está por vir" (Pág. 1)

Economia: Quanto custará aplacar a ira da classe média (Pág. 1)


Mineração: Como a Vale vai encarar a síndrome da China (Pág. 1)


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Carta Capital

Manchete: O Brasil entre a fagulha e a fumaça
Por Carlos Lessa, Delfim Netto, Luiz G. Belluzzo, Marcos Coimbra, Mauricio Dias, Mino Carta e Thomaz Wood Jr. (Pág. 1)
Corrupção: A eterna reforma de um hospital no Maranhão dos Sarney (Pág. 1)


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Zero Hora

Manchete: Grêmio surpreende e demite Luxemburgo
No fim de manhã deste sábado, em meio a um jogo-treino do clube anuncia afastamento do treinador e do preparador físico, alegando "necessidade de criar um fato novo" para retomada do Brasileirão. (Págs. 1 e 47)
Eleição 2014: Protestos sacodem o tabuleiro da sucessão
Com a popularidade de Dilma abalada após manifestações, cenário de reeleição se modifica neste momento.

Bastidores dos piores dias do governo Dilma. (Págs. 1, 8 e 10)

Fotolegenda: Muito caro, muito ruim
Estopim das manifestações no país, o transporte coletivo é ineficiente e tem alto custo na Capital. (Págs. 1 e 4 a 7)
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EBC Serviços
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