Comissão Nacional da Verdade dos Jornalistas faz balanço das atividades nos estados


A Comissão Nacional da Verdade dos Jornalistas prepara para os próximos dias um balanço das atividades realizadas pelas comissões estaduais da categoria até o momento. Os Sindicatos de Jornalistas foram orientados a enviar relatórios para a Secretaria da FENAJ.


Já foram constituídas 20 Comissões da Verdade dos Jornalistas (Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Grande Dourados, Estado do Rio de Janeiro, Goiás, Norte do Paraná, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins). E foram assinados Protocolos de Cooperação com a Comissão Nacional da Verdade e com a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça visando o acesso dos jornalistas a documentos oficiais.

Contribuindo para levantar parte da história recente do país, revelando especialmente o envolvimento dos jornalistas na luta pela democracia, as Comissões da Verdade da categoria concentram-se na coleta de documentos, depoimentos e entrevistas, bem como no levantamento de casos de jornais, revistas e outros veículos de comunicação fechados no período de 1964 a 1985.

O prazo para conclusão e remessas dos relatórios locais finais à sede da FENAJ é até o dia 1º de agosto.

Lançada campanha em memória de Honestino Guimarães
Em ato realizado no dia 1º de junho, na Praça Universitária, em Goiânia, foi lançada a campanha "Onde Está Honestino?". A mobilização, que fez parte das atividades do 53° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), cobra esclarecimentos sobre o desaparecimento do líder estudantil goiano em 1973, após ser preso no Centro de Informações da Marinha.

Presente no ato de lançamento da campanha "Onde Está Honestino?", o presidente da Comissão de Anistia e Secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, destacou que o líder estudantil "pelo seu carisma, capacidade e humanismo, ajudava na formação política e cidadã dos estudantes e exigia educação de qualidade, pública e gratuita, para todos os brasileiros”, é um símbolo de resistência à ditadura e afirmou a expectativa de que os restos mortais de Honestino sejam entregues a seus parentes.

A Comissão da Verdade, Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas, junto com o Comitê Goiano da Verdade e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado, reforçou as atividades da Comissão Nacional da Verdade (CNV) , na Praça Universitária. No local, foram expostas 15 cruzes, cada uma levando o nome de um dos “desaparecidos políticos” de Goiás, durante o período da ditadura militar. Também foi realizada uma audiência pública para julgamento de três processos de anistia que já percorreram as instâncias da CNV.

Com informações do jornal O Popular
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