Frase do dia

“O amor é tudo”
(Jesus Cristo)







sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dayana é condenada a 21 anos e 4 meses em São Pedro da Aldeia


Julgamento começa no Fórum de São Pedro da Aldeia. (Foto: Heitor Moreira / G1)Julgamento no Fórum de São Pedro da Aldeia
(Fotos: Heitor Moreira / G1)

Ré ouviu o veredicto de cabeça baixa e chorou ao deixar o Fórum. 
Advogado de defesa informou que já recorreu da decisão.
Após um longo julgamento, Dayana de Oliveira foi condenada a 21 anos e 4 meses no Fórum de São Pedro da Aldeia, Região dos Lagos do Rio. Dayana ouviu o veredicto com a cabeça baixa durante todo o tempo e deixou o local chorando muito. Para a justiça, ela não é mais considerada a mãe das meninas. O advogado de defesa, Salvador Tavares, afirmou que já recorreu da decisão, pois considerou a pena muito pesada. O avô paterno das meninas, Alexandre de Castro, disse que espera que ela fique um bom tempo na cadeia para refletir sobre o que fez.


Dayana foi condenada por atirar contra suas duas filhas gêmeas de um ano, no bairro Vinhateiro, em São Pedro da Aldeia, em abril de 2011. Duas qualificadoras elevaram a pena: motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.
Ela estava presa em Bangu 8, no Rio de Janeiro, e chegou à Região dos Lagos na última quarta-feira (5) para o julgamento nesta quinta-feira (6). Ao chegar ao Forúm ela alegava inocência. O júri popular foi composto por quatro mulheres e três homens que foram escolhidos por meio de sorteio.
Mãe acusada de atirar nas filhas gêmeas chegando para o julgamento.  (Foto: Heitor Moreira / G1)Dayana chega para o julgamento
Relembre o caso
Dayana de Oliveira foi presa suspeita de atirar contra suas duas filhas gêmeas dentro de casa no bairro de Vinhateiro, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, no dia 25 de abril de 2011.
Na época do início das investigações, a delegada da 125ª DP (São Pedro da Aldeia), Claudia Maria Faissal, admitiu que todos os indícios da investigação apontavam a mãe como a principal suspeita. "São várias coisas, como frases ameaçadoras em mensagens enviadas para o pai das meninas, o tipo de perfil dela, seu comportamento e até mesmo a história que ela conta", explica.
De acordo com Faissal, quando o caso aconteceu, o pai não vivia com as crianças e ficou desesperado com a situação. "A gente acredita que ela fez isso para tentar atingir seu ex-companheiro", contou a delegada, na época.
Segundo Faissal, a mulher alegou, em depoimento, que um homem teria entrado em sua casa para praticar um assalto e atirou contra as crianças. Ainda segundo a suspeita, o homem também a teria esfaqueado. No entanto, de acordo com a delegada, a mulher apresentou apenas uma lesão superficial no toráx, que poderia ter sido feita por ela própria. "Tudo leva a crer que foi ela", disse a delegada em 2011.
Postar um comentário