Julgamento de mãe acusada de atirar em filhas acontece nesta quinta

Crime com gêmeas aconteceu em São Pedro da Aldeia há dois anos.
Julgamento aconteceria no dia oito de maio, acidente com inspetor adiou.

Salão onde vai acontecer o julgamento de Dayana de Oliveira (Foto: Heitor Moreira / G1)Dayana de Oliveira ficará no meio da sala do júri
durante julgamento (Foto: Heitor Moreira / G1)
Está marcado para as 10h desta quinta-feira (6) o julgamento de Dayana de Oliveira, acusada de atirar contra suas duas filhas gêmeas de um ano, dentro de casa no bairro de Vinhateiro, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, em abril de 2011. Inicialmente o julgamento seria no último dia oito de maio, mas um acidente que matou um inspetor penitenciário no RJ, no mesmo dia, fez com que o julgamento fosse adiado. Dayana é acusada de dupla tentativa de homicídio qualificado e o caso será levado a juri popular formado por sete pessoas. Ao todo 23 pessoas foram convocadas para comparecer ao fórum; 10 homens e 13 mulheres. O grupo de jurados será escolhido por meio de sorteio. Serão ouvidas 8 testemunhas entre policiais, vizinhos e familiares.


A sala onde o julgamento vai acontecer, no Forúm de São Pedro da Aldeia, está preparada desde o início da manhã desta quinta- feira(6). Dayana vai entrar pelos fundos do fórum e ficara em uma cela até a hora que o julgamento começar. Segundo o juiz da segunda Vara Criminal de São Pedro da Aldeia, Márcio Dantas, a dinâmica do julgamento começa com 1h30 para a acusação, seguido do mesmo tempo para a defesa.Em seguida, haverá a réplica da acusação durante uma hora, seguida de mais sessenta minutos de tréplica da defesa. Depois disso, haverá pausa para o almoço.
Relembre o caso
Dayana de Oliveira foi presa suspeita de atirar contra suas duas filhas gêmeas dentro de casa no bairro de Vinhateiro, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, no dia 25 de abril de 2011.

Na época do início das investigações, a delegada da 125ª DP (São Pedro da Aldeia), Claudia Maria Faissal, admitiu que todos os indícios da investigação apontavam a mãe como a principal suspeita. "São várias coisas, como frases ameaçadoras em mensagens enviadas para o pai das meninas, o tipo de perfil dela, seu comportamento e até mesmo a história que ela conta", explica.
De acordo com Faissal, quando o caso aconteceu, o pai não vivia com as crianças e ficou desesperado com a situação. "A gente acredita que ela fez isso para tentar atingir seu ex-companheiro", contou a delegada, na época.
Segundo Faissal, a mulher alegou, em depoimento, que um homem teria entrado em sua casa para praticar um assalto e atirou contra as crianças. Ainda segundo a suspeita, o homem também a teria esfaqueado. No entanto, de acordo com a delegada, a mulher apresentou apenas uma lesão superficial no toráx, que poderia ter sido feita por ela própria. "Tudo leva a crer que foi ela", disse a delegada em 2011.
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