Planos de saúde podem ter reajuste exorbitante de mais de 538%

Contratos coletivos para atendimento médico privado sofrem aumentos abusivos. A ANS não pode impor regras a eles

Dos usuários da assistência privada de saúde no país, 77% têm acordos mediados por pessoas jurídicas (Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 19/4/11)
Dos usuários da assistência privada de saúde no país, 77% têm acordos mediados por pessoas jurídicas
A falta de regulação dos planos de saúde coletivos deixa brechas para reajustes exorbitantes por parte das operadoras. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) — feito a partir de análises judiciais contra as empresas do segmento — mostrou que a correção anual desse tipo de contrato pode chegar a 538,27%. A pesquisa detectou ainda que, dos processos analisados, os aumentos foram considerados abusivos em 82% dos casos.



Ao contrário do que acontece com os planos individuais, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não pode impor regras para os coletivos, embora a direção da entidade já tenha se manifestado favoravelmente a regular todos os planos. “Além de não haver controle, a metodologia usada nesses contratos não é transparente. No momento da venda, os consumidores não são devidamente informados (de quais são os critérios usados para estabelecer o índice de reajuste)”, comentou Joana Cruz, advogada do Idec.
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