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“O amor é tudo”
(Jesus Cristo)







quinta-feira, 27 de junho de 2013

Vitória das ruas!


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Tomara que seja só o começo da nossa faxina e da nossa luta pela retomada da nossa dignidade, dos nossos direitos, do nosso respeito

por Claudio Schamis
A derrubada da famigerada PEC 37 – a emenda constitucional que tinha como proposta
Que essa tenha sido apenas mais uma de nossas vitórias.
restringir o poder de investigação do Ministério Público – pela Câmara dos Deputados, contando com os votos de 430 deputados – nove foram contra e dois se abstiveram – foi um dos maiores exemplos da força que nós temos. Anteriormente conseguimos também que os aumentos concedidos ao transporte público fossem revogados. Mas, e aí?
E aí que não podemos achar que agora tá tudo muito bem, tudo muito bom. No meu entender os deputados se sentiram intimidados a ceder à pressão do povo, seus futuros eleitores. Seria um suicídio quase que coletivo se eles aprovassem a PEC na última terça-feira. Talvez, alguns dias atrás, teriam aprovado sem dó nem piedade. É como diz aquela música: “Foi por medo de avião…”. E nesse caso o avião era o povo nas ruas. Lutando, gritando e clamando.


Mas, na verdade, muitos deles eram e são favoráveis à PEC 37, e só resolveram recuar agora por pura estratégia. Tanto é verdade que quando a Comissão de Constituição e Justiça votou a mesma matéria, a maioria disse amém. Tudo bem que as pessoas têm todo o direito de mudar de opinião. E muitas mudam. Mas querer me convencer que 430 deputados, eu falei deputados, colocaram a mão na consciência, ponderaram e mudaram de opinião? Não engulo isso. Pura estratégia e marketing. Ainda mais vindo dos deputados. Tudo bem, e aqui faço uma ressalva, alguns realmente pensam assim. Mas os outros? Com esses temos que redobrar mais ainda a nossa atenção.
Só que isso é apenas mais uma fatia do bolo. Temos muito mais fatias para fazer com que eles aprovem a nossa receita. Temos esse direito, afinal eles estão lá por nossa causa. Você o colocou lá. E eles deveriam atender aos seus interesses, às suas necessidades. Às suas demandas. Mas na prática não é isso que eles fazem. Eles fingem que fazem e até bem pouco tempo a gente fingia que acreditava. Mas isso, pelo visto, acabou. E tudo começou com uma bomba sendo acesa por uma moeda de R$ 0,20. Santo centavo. Ufa… Até que enfim!
Tomara que seja só o começo da nossa faxina e da nossa luta pela retomada da nossa dignidade, dos nossos direitos, do nosso respeito. Se quisermos um futuro melhor para nossos filhos, netos, temos que começar ontem a parar de achar que o céu é sempre azul e que tudo são flores. O céu fica cinza e flores podem ter espinhos venenosos.
É claro que o país não vai mudar da noite para o dia. Nem vai mudar até a Copa de 2014. Esquece também as Olimpíadas em 2016. Mas pode mudar sim, se você que saiu às ruas tiver a conscientização de que de nada tudo isso vai adiantar se nas próximas eleições você não mudar a sua forma de pensar. Se você conseguir se lembrar dos nomes de cada um desses que você hoje quis “matar”, já é um bom começo. Se é essa a sua vontade, mate-os nas urnas. É fácil, não doí e você nem vai preso. É um clique. É o assassinato perfeito. O crime perfeito. E sem testemunhas.
Pense nisso com carinho e amor e mantenha o grito de “basta!” entalado na sua garganta.

De olho no Senado!
Agora estaremos olhando para o Senado com outros olhos
A bola da vez está com o Senado. E seu presidente disse que férias somente depois de votar os projetos mais urgentes. Renan, com isso, mostra que é um político esperto, pois sabe que se fosse comer camarão e caviar enquanto projetos importantes esperam a volta do recesso parlamentar, essa atitude não cairia bem na sua batata, que já está assando pela vontade do povo em vê-lo longe dali. Ele, com isso, tenta pedir mais um voto de confiança de que quer fazer a coisa certa. Na minha humilde opinião, o certo seria ele pegar seu banquinho e sair de mansinho pela porta dos fundos.

Enfim, agora está nas mãos do Senado a divisão dos royalties, já aprovada na Câmara, que destinaria 75% para a Educação e 25% para Saúde. Eu não sou matemático, mas considero que deveria haver um equilíbrio maior nessa divisão. Meio a meio seria o ideal. Tanto Saúde quanto Educação precisam da mesma atenção e de muitos investimentos. Não creio que uma esteja melhor de saúde que a outra. Até porque fazendo uma análise bem “canalha”, parece que tendo a menor fatia destinada para a Saúde, mais pessoas morreriam, menos pessoas precisariam de Educação, e essa menor demanda provocaria um saldo positivo que seria…

Outro ponto que Renan Calheiros quer colocar em pauta é a diminuição do número de Ministérios do governo Dilma que hoje está em 39. Pois assim sobraria mais dinheiro para ser destinado à Saúde, Educação, Transporte, Segurança Pública. Será mesmo que ele teria esse pensamento tão bom? Se tratando de Renan, sempre fico com os dois pés atrás.
De olho na Câmara!

Uma votação importante que ocorrerá em dois turnos pelo plenário e que já foi aprovada
Agora estaremos olhando para a Câmara dos Deputados com outros olhos. Os mesmos do Senado
pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados diz respeito à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que institui o voto aberto para processo de cassação de mandato por falta de decoro e por condenação criminal com sentença transitada em julgado. Essa PEC já foi aprovada pelo Senado.

E prova mais uma vez que nossos políticos estão com medo e ouvindo, talvez, pela primeira vez, seus eleitores que saíram do armário e foram para as ruas. Se essa PEC for realmente aprovada será uma nova vitória nossa. Tudo pela transparência.

Que isso seja apenas o começo e que venham as próximas vitórias!
Natan: Será que eu posso me explicar? Não foi bem isso que aconteceu. Perdeu irmão!!! Teje preso!
Sempre tem a primeira vez. E espero que a primeira vez deles ninguém nunca mais esqueça. O Supremo Tribunal Federal determinou a prisão imediata e até expediu mandato de prisão contra o deputado Natan Donadon (PMDB-RO), que foi condenado em outubro de 2010 a 13 anos, quatro meses e dez dia de prisão em regime inicialmente fechado pelos crimes de formação de quadrilha e peculato.
Pela Constituição Federal não há incompatibilidade entre a manutenção do cargo e o cumprimento de pena de prisão. Por ela um deputado pode ser preso e permanecer no cargo. Segundo o ministro Teori Zvascki cabe ao Congresso resolver essa questão.
Por mim estaria resolvida. Tá preso? Perde o mandato no ato. Já imaginou ele preso e ganhando como deputado, sem trabalhar? Eles já não fazem grande coisa, imagina então ele preso? E mesmo que, depois de um tempo, ele entre no regime semiaberto,  já imaginou ele usufruindo de todas as coisas boas que o cargo dá? E como uma pessoa que foi condenada vai ter condições de representar um estado no Congresso? E seus eleitores? Foi preso, perdeu. Pensasse antes.
E tomara que o STF não aceite recursos protelatórios dos réus condenados no processo do mensalão e comece a expedir vários mandatos de prisão. Precisamos disso. Merecemos assistir isso.
José Dirceu & Cia a hora de vocês está chegando.
Joaquim Barbosa é o cara e ponto final!
O ministro Joaquim Barbosa propôs algo inédito, que iria mudar totalmente a maneira
Se esse 'recall' for aprovado quero ver ver você vacilar!
dos políticos agir (ou não), mas que iria nos dar garantias de que se o leite derramar, teríamos como pegar um pano, secar e pegar uma caixa nova.
Esse “recall de políticos” é uma ideia SENSACIONAL. Já imaginou você ter o poder de tirar aquele político que você colocou lá porque, nas eleições, ele prometeu olhar por você e fazer acontecer a, b, c e d , mas que não fez nada disso?
Nas palavras do próprio ministro Joaquim Barbosa: “Medida como essa tem efeito muito claro de criar identificação entre eleito e eleitorado”. Seria um passo grandioso para a democracia e para o futuro de nosso país.
Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.
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