As cinco lições dos jovens empreendedores brasileiros

Eles têm 25 anos, em média, compartilham a habilidade de empreender, inovar e liderar e estão ajudando a transformar o Brasil. Se você também quer usar o conhecimento para mudar o país, participe do Prêmio Jovens Inspiradores
Renata Honorato
Marco Gomes, fundador da boo-box
Marco Gomes, fundador da boo-box (Divulgação)
Eles têm 25 anos, em média, e compartilham a habilidade de empreender, inovar e liderar. Por isso, encabeçam startups — as empresas de inovação — que reinventam negócios no país e influenciam hábitos de milhares de pessoas. Alguns desses talentos estudaram no exterior e decidiram voltar para aplicar aqui o que aprenderam em escolas renomadas. É o caso de Gabriel Benarrós, de 24 anos. No segundo ano do ensino médio, o amazonense prestou vestibular para medicina na Universidade Federal do Amazonas. Foi aprovado. Iniciou o curso, mas logo viu que aquela não era sua vocação. Tentou direito: também não se encontrou. Certo dia, comprou um guia de universidades que listava as vinte melhores escolas dos Estados Unidos. Inscreveu-se em todas e foi aceito em dezessete. Optou por Stanford, instituição cravada no Vale do Silício, coração californiano da inovação. Benarrós, como seus pares, absorveu a cultura do Vale e decidiu implantar no Brasil uma ideia testada em ambiente acadêmico. Assim nasceu o Ingresse, plataforma on-line que permite a compra de ingressos para os mais variados eventos. Conectado às redes sociais, o serviço oferece bilhetes para atrações de acordo com o perfil do usuário.


VEJA.com ouviu sete desses jovens. Na lista abaixo, eles ensinam como colocar uma ideia nova de pé, contornar obstáculos e liderar equipes. "O líder deve estar à frente, para guiar sua equipe, não atrás, para chicoteá-la", diz Tallis Gomes, criador do Easy Taxi, aplicativo exportado para doze países que permite ao usuário reservar, com um toque na tela do celular, o carro mais próximo. Também foi movido pela vontade de tirar ideias do papel que Marco Gomes, de 27 anos, trocou Brasília por São Paulo. Sem dinheiro, morou de favor na casa de uma amiga até criar a boo-box, plataforma de publicidade para blogs e redes sociais. O negócio vingou e atualmente é considerado modelo bem-sucedido.
Os jovens que, a exemplo de Gabriel, Tallis e Marco, querem usar conhecimento em qualquer área para transformar o Brasil podem buscar apoio no Prêmio Jovens Inspiradores 2013. Ao longo de oito meses, o concurso vai selecionar estudantes ou recém-formados com espírito de liderança e compromisso permanente com a busca da excelência. A triagem será feita pela análise de depoimento em vídeo e ficha de inscrição. Os vencedores ganharão bolsas de estudo no exterior, um ano de orientação profissional com nomes de destaque do meio empresarial e político (mentoring), um troféu e ingresso na Comunidade Fundação Estudar.Inscreva-se no PJI 2013.
Por trás do prémio está a visão de que, para se tornar um país mais justo, desenvolvido e bem administrado, o Brasil precisa formar líderes capazes de desatar os nós que ainda tolhem os setores público e privado. O PJI é promovido por uma parceria entre VEJA.com e Fundação Estudar.

As cinco lições dos jovens empreendedores brasileiros

Conheça os fundadores das startups Ingresse, boo-box, Easy Taxi (aplicativo para pedir táxi), Dress & Go (locadora on-line de vestidos para festas), GetNinjas (plataforma para contratar prestadores de serviços) e UniPay (aplicativo que permite a qualquer microempresário receber pagamentos via cartão de crédito)

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Como começar: procure resolver um problema real

Gabriel Benarros, fundador da Ingresse, uma plataforma on-line de venda de ingressos
"A ideia do Ingresse surgiu em meio a uma situação inusitada ocorrida no meu último ano de graduação na Universidade Stanford. Estávamos organizando um evento bem grande, mas na véspera alguns colegas pularam fora. Então, de uma hora para outra, nós tínhamos que arcar com todas as despesas. Foi então que tive a ideia de criar uma página simples na internet para vender ingressos para o evento, já que havia muita gente querendo participar. Deu certo e conseguimos cobrir quase todos os custos"
Gabriel Benarrós, 24 anos, fundador do Ingresse

"Criei a Easy Taxi para solucionar um problema real que afeta muita gente. Na cidade de São Paulo, apenas um terço de todos os carros de passeio roda com um passegeiro além do motorista. Ou seja, na maior parte dos casos, os veículos transportam apenas uma pessoa. Por isso, surgiu a ideia do Easy Taxi. Pensei em ajudar as pessoas a encontrar um meio de transporte via celular e, assim, deixar o carro em casa. Isso pode desafogar o congestionamento nas grandes cidades"
Tallis Gomes, 26 anos, fundador do Easy Taxi

"Enquanto estava em meu último emprego, percebi que já existiam vários sites que vendiam produtos ou cupons de descontos. Contudo, nenhum deles oferecia a possibilidade de contratar prestadores de serviço, como professores particulares, pedreiros ou designers. As soluções, na época, nada mais eram do que classificados digitalizados. Observando essa oportunidade, resolvi criar um serviço para inovar esse setor"
Eduardo L’Hotellier, 28 anos, fundador do GetNinjas

"Eu trabalhava em uma agência digital como programador e percebi que havia espaço no mercado para publicidade em blogs e redes sociais. Apresentei um projeto para meus chefes, mas a empresa não se interessou. Eles me deram carta branca para dar sequência na ideia. Trabalhei na plataforma durante a madrugada ao longo de duas semanas. O protótipo chamou a atenção de investidores: então, pedi demissão e me mudei de Brasília para São Paulo. Sem dinheiro, morei de favor na casa de uma amiga"
Marco Gomes, 27 anos, fundador da boo-box
da Veja
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