Família de Mandela alega pobreza para receber ajuda jurídica gratuita

Makaziwe e Ndaba Mandela, filha e neto de Nelson Mandela
em audiência no tribunal em 2 de julho de 2013 (AFP/File, Carl de Souza)
DA AFP, EM JOHANNESBURGO

Integrantes da família de Nelson Mandela, que neste mês venceram a batalha legal contra o neto do ex-líder sul-africano, receberam assistência jurídica gratuita alegando pobreza, segundo o jornal "Sunday Times".
O tribunal, que decidiu a favor dos 16 membros da família Mandela, ordenou que o neto mais velho do ícone da luta contra o apartheid, Mandla, devolvesse os restos mortais de três filhos de Mandela ao cemitério de origem, depois de terem sido exumados sem prévia autorização da família.
O "Sunday Times" informou que os gastos legais dos 16 membros da família Mandela foram pagos por um consultório jurídico de Grahamstown (sudeste).


O consultório jurídico da Universidade de Rhodes, que é financiado pelo governo sul-africano e governos estrangeiros, assim como através de doações, oferece ajuda jurídica a pessoas carentes que vivem na área de Grahamstown, mas fez uma exceção para a família Mandela.
No entanto, a maioria dos autores da ação, entre os quais figuram a mulher de Mandela, Graça Machel, as filhas Makaziwe e Zenani, e vários de seus netos, ocupa cargos de diretores de empresas e de negócios vinculados à marca Mandela.
Zenani Mandela é embaixadora da África do Sul na Argentina.
Mandla Mandela decidiu sozinho, em 2011, transferir o corpo de seu pai, de sua tia e de seu tio ao povoado natal de seu avô, Mvezo, do qual é o chefe tradicional, por isso os 16 membros de sua família recorreram à justiça para transferir os restos a Qunu, onde Nelson Mandela deseja ser enterrado.
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