Jornalistas expõem suas reivindicações em manifestações


O Dia Nacional de Lutas convocado pelas centrais sindicais CUT, CTB, CSP/Conlutas, UGT, Nova Central, Força Sindical, juntamente com movimentos sociais e populares, levou milhares de pessoas às ruas em todo o Brasil nesta quinta-feira, 11 de julho. O movimento destacou reivindicações unificadas da classe trabalhadora. Em vários estados os jornalistas participaram do movimento levantando bandeiras como as das liberdades de imprensa e de expressão, a democratização da comunicação, a aprovação da PEC do Diploma e melhores salários e condições de trabalho.
O objetivo da mobilização nacional foi fortalecer a pauta da classe trabalhadora diante das discussões no Congresso Nacional e no Governo Federal, além de impulsionar as principais questões que surgiram nas ruas durante as grandes manifestações de massa realizadas recentemente.



A pauta de lutas incluiu reivindicações como a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, fim do fator previdenciário, regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho, mais investimentos em saúde, educação e segurança, transporte público de qualidade, valorização das aposentadorias, reforma agrária e urbana, fim dos leilões do petróleo e contra o Projeto de Lei 4.330 sobre as terceirizações.

Os jornalistas engrossaram o coro de reivindicações dos trabalhadores em vários estados. No Rio Grande do Sul a categoria concentrou-se na Praça da Matriz, em Porto Alegre, e participou da Marcha pelo centro da capital gaúcha empunhando lutas como a aprovação da PEC do Diploma na Câmara dos Deputados, a democratização da comunicação e denunciando a negligência dos patrões, que ainda não responderam às reivindicações da categoria na campanha de negociação coletiva de 2013.

No município do Rio de Janeiro os jornalistas concentraram-se nas escadarias da Câmara de Vereadores, na Cinelândia. Além da PEC do Diploma e democratização da comunicação, pediram respeito pelo trabalho da imprensa - aludindo às agressões ocorridas recentemente contra profissionais que cobriam manifestações ocorridas no país - e fortalecimento da comunicação pública. Em frente à TV Brasil, junto com o Sindicato dos Radialistas e com a Comissão de Empregados da EBC-RJ, os trabalhadores reivindicaram plano de carreira e cumprimento de acordo coletivo.

Em Sergipe jornalistas e radialistas uniram-se na manhã de quarta-feira (10/07), no centro de Aracaju, em um ato público pela valorização profissional, avanço nas negociações com o setor patronal e democratização da comunicação. Dirigentes da CUT e da CTB participaram do ato, solidarizando-se com os jornalistas.

As manifestações na Paraíba concentraram-se em João Pessoa e Campina Grande. O Sindicato dos Jornalistas reforça a mobilização sindical reivindicando a democratização da comunicação e as pautas mais específicas da categoria, como aprovação imediata da PEC do Diploma e salários dignos para os jornalistas paraibanos. A campanha salarial 2013 da categoria se arrasta desde o início de abril.

Em São Paulo, onde a categoria também participa das manifestações, o Sindicato dos Jornalistas realizou, nesta quarta-feira (10/07), um ato público de desagravo aos jornalistas agredidos no exercício de suas funções durante as manifestações ocorridas no estado contra o aumento do preço das passagens do transporte público no mês de junho. A atividade cotou com as participações do presidente da FENAJ, Celso Schröder, e de dirigentes da Associação dos Repórteres Fotográficos no Estado de São Paulo (Arfoc/SP) e da Associação dos Jornalistas Veteranos no Estado de São Paulo (Ajaesp).
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