Mãe confessa ter prendido filho de 4 anos em jaula durante 33 horas antes da morte dele

Daniel Penka, 4 anos
Daniel Penka, 4 anos Foto: Reprodução / Twitter
Extra
Começou nesta segunda-feira o julgamento de Magdalena Luczak, de 27 anos, e o marido Mariusz Krezolek, de 34, acusados pela morte do filho Daniel Pelka, de 4 anos, após um golpe na cabeça, em 3 de março de 2012, na Inglaterra. Durante o depoimento, a mãe confessou ter mantido a criança trancada em uma jaula, cercado por sujeira, durante 33 horas. Magdalena também deu outros detalhes sobre os maus-tratos que impôs ao filho antes da morte dele.


Segundo informações do jornal Daily Mail, Magdalena e Mariusz, de orgiem polonesa, negam o assassinato e outra acusação por consentirem com a morte de uma criança. Apesar disso, o juri se baseia em evidências para acusar o casal, como relatos de professores de que Daniel estava tão subnutrido e ferido nas semanas que antecedeu o falecimento que aparentava ser vítima de câncer.
Nesta segunda-feira, Magdalena disse em júri, na Corte de Birmingham, que ela e o companheiro haviam feito uma cela caseira para aprisionar o filho, no dia 1º de Março, em casa, no bairro de Coventry.
“Mariusz verificou se Daniel estava bem e, em seguida, levou-o para o andar cima e trancou-o na cela, por volta das 16h. Fomos embora para casa dos vizinhos, onde ficamos por 30, 45 minutos. Na volta, Mariusz subiu e tirou Daniel da cela e o levou para nosso quarto. Mariusz sentou em frente ao computador e Daniel estava com ele. Eu estava embaixo, na sala, quando ouvi alguns gritos. Mariusz estava gritando com Daniel. Subi. Daniel estava chorando porque Mariusz tinha gritado com ele e ele fez xixi nas calças. Eu disse a Mariuz que Daniel estava com medo dele. Então, Mariuz bateu na parte de trás da cabeça de Daniel e ele caiu para frente”, contou Magdalena, chocando os presentes durante a audiência.
Em seguida, ele continuou o relato: “Eu gritei com Mariusz e disse que Daniel era meu filho e que eu ia levá-lo comigo de volta para a Polônia. Então, Mariusz começou a me estrangular. Ele me pegou pelo pescoço, me empurrou contra a parece e me estrangulou”.
Após ter agredido Magdalena, o pai voltou-se para o filho: “Ele agarrou Daniel pela camisa e levou-o para o banheiro. Eu fui pegar algumas roupas para o meu filho. Mariusz limpou Daniel de uma forma muito desagradável e, em seguida, levou-o para a cela. Ele o derrubou sobre um pequeno colchão que tinha lá e bateu no lado direito da cabeça de Daniel. A próxima coisa que me lembro é de acordar no sofá, Mariusz estava sentado no outro, fumando um cigarro”, ela contou.
A morte do filho só foi notada no dia seguinte. “Às nove horas da manhã seguinte, eu percebi que Daniel estava inconsciente. Mariusz tentou acordá-lo, mas não conseguiu. Nós não chamamos uma ambulância. Eu estava com medo. Eles iriam tirar o meu filho de mim e eu não queria ser presa”.
Mesmo assim, o casal solicitou o serviço médico. A ambulância chegou ao local em 2:45 em 3 de março, quando foi notada uma substância verde vazando da boca de Daniel. Apesar das tentativas dos paramédicos, ele foi declarado morto, mais tarde, no hospital.
Quando perguntada pelo juri se ela havia dito a verdade quando eles chegaram no hospital na manhã do dia 03 de março, Madgdalena respondeu: “Não, porque eu estava me protegendo e protegendo Daniel”. No total, a criança sofreu 24 lesões: na cabeça, no corpo e em todos os quatro membros.
Apesar de negarem terem matado o filho, o juri está apoiado em provas fortes para condená-los. Segundo informações de professores de Daniel, a criança passava tanta fome que roubava comida do lixo e o almoço dos colegas de classe. A aparência do menino também chocou os médicos do hospital onde ele foi levado às pressas, sem vida, pelos paramédicos. Um especialista em mortes infantis disse que o corpo de Danial podia ser comparado ao de uma criança subnutrida de um campo de concentração.
Os promotores alegam que Daniel morreu após um “ataque violento”. Eles também apontam o envolvimento do pai com álcool e drogas como motivo que fizeram o homem perder a razão e matar o filho.
O julgamento do casal ainda não tem data para terminar.



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