No Rio, manifestantes voltam a protestar em frente à casa de Cabral

Manifestantes fazem, no fim da tarde deste domingo, mais um protesto nas proximidades da casa do governador Sérgio Cabral (PMDB), no Leblon. Muitos policiais já estão no local. Até o momento, o clima é pacífico. De acordo com o Centro de Operações da prefeitura do Rio de Janeiro, por conta do protesto, a avenida Delfim Moreira está interditada entre as ruas Visconde de Albuquerque e Venâncio Flores.


Conforme mostrado pelo grupo Mídia Ninja, que transmite em tempo real a manifestação, os manifestantes cobram esclarecimentos do governo sobre o paradeiro do pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho após uma operação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) dafavela da Rocinha.De acordo com a Polícia Militar, a manifestação começou por volta das 18h. Ainda não há uma estimativa oficial de quantas pessoas participam do ato. 
Este é o oitavo protesto em frente à casa do governador. Na última quinta-feira, cerca de 600 pessoas fizeram uma manifestação no local. Na segunda-feira (22), dia da chegada dopapa Francisco ao Brasil, Cabral foi alvo de outro ato. 
Manifestantes acampam em frente à casa do governador do Rio
Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.
A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.
A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.
A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.
Visita do Papa tem protestos contra Cabral e Igreja Católica

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