Técnicos da Vigilância Epidemiológica de Cabo Frio se reúnem com pais e funcionários da Escola Municipal Paulo Burle


 

O encontro serviu para tirar dúvidas e prestar esclarecimentos sobre meningite. Luana da Silva Souza, que estudava na escola, faleceu na semana passada, com suspeita da doença
Técnicos da Vigilância Epidemiológica, da secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio, se reuniram hoje com pais de alunos e funcionários da Escola Municipal Parque Burle. O encontro serviu para esclarecer dúvidas sobre meningite, e para apresentar os resultados dos últimos exames realizados com material coletado em Luana da Silva Souza, a menina de 8 anos, que estudava na escola, e que faleceu na semana passada, com suspeita da doença. A escola já havia passado por uma limpeza geral, realizada na terça-feira (2/7), por iniciativa da direção, sob orientação da Secretaria Municipal de Educação, como forma de tranquilizar os pais dos alunos sobre a limpeza do estabelecimento.



Luana da Silva Souza morreu com septicemia, uma infecção generalizada, causada por bactérias que infectam o sangue. O departamento de Vigilância em Saúde agora aguarda o resultado do exame de hemocultura que está sendo realizado no LACEN, no Rio de Janeiro, que indicará o que provocou essa infecção. Exames preliminares, feitos a partir do líquor, utilizado para diagnóstico em casos suspeitos de meningite, realizados na sexta-feira, dia 28/06, já haviam descartado a meningite como causa da morte da criança.

Segundo os técnicos da Vigilância Epidemiológica não há necessidade de fazer vacinação nas crianças ou de interromper as atividades na escola onde Luana estudava. De acordo com a direção as aulas serão retomadas normalmente nesta sexta-feira.

A secretaria Municipal de Saúde seguiu o protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde para os casos de óbito com suspeita de meningite porque Luana apresentava todos os sintomas da doença.

- Não podemos aguardar os resultados dos exames para começar a agir, por isso, começamos o tratamento como se fosse meningite, fazendo a quimioprofilaxia nos parentes mais próximos, que tiveram contato íntimo com a menina, e nos funcionários da UPA, que realizaram o atendimento - disse Edilane Medeiros, superintendente de Vigilância em Saúde.

O que é meningite?
Meningite é uma infecção que se instala principalmente quando uma bactéria ou vírus, por alguma razão, consegue vencer as defesas do organismo e ataca as meninges, três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central.

Sintomas
a) Meningites virais
Nas meningites virais, o quadro é mais leve. Os sintomas se assemelham aos das gripes e resfriados. A doença acomete principalmente as crianças, que têm febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez da nuca, inapetência e ficam irritadas. Uma vez que os exames tenham comprovado tratar-se de meningite viral, a conduta é esperar que o caso se resolva sozinho, como acontece com as outras viroses.

b) Meningites bacterianas
As meningites bacterianas são mais graves e devem ser tratadas imediatamente. Os principais agentes causadores da doença são as bactérias meningococos, pneumococos e hemófilos, transmitidas pelas vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos de ouvido, por exemplo. Em pouco tempo, os sintomas aparecem: febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Esse é um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de septicemia aumenta muito. Nos bebês, a moleira fica elevada.

Importante: os sintomas característicos dos quadros de meningite viral ou bacteriana nunca devem ser desconsiderados, especialmente em duas faixas etárias extremas: nos primeiros anos de vida e quando as pessoas começam a envelhecer. Na presença de sinais que possam sugerir a doença, a pessoa deve ser encaminhada para atendimento médico de urgência.

Diagnóstico
Todos os tipos de meningite são de comunicação compulsória para as autoridades sanitárias. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica do paciente e no exame do líquor, líquido que envolve o sistema nervoso, para identificar o tipo do agente infeccioso envolvido.

Se houver suspeita de meningite bacteriana, é fundamental introduzir os medicamentos adequados, antes mesmo de saírem os resultados do exame laboratorial. O risco de sequelas graves cresce à medida que se retarda o diagnóstico e o início do tratamento. As lesões neurológicas que a doença provoca nesses casos podem ser irreversíveis.

Recomendações
Cuidados com a higiene são fundamentais na prevenção das meningites. Lave as mãos com frequência, especialmente antes das refeições;

Alguns sintomas da meningite podem ser confundidos com os de outras infecções por vírus e bactérias. Não fique na dúvida: criança chorosa, inapetente e prostrada, que se queixa de dor de cabeça, precisa ser levada, o mais depressa possível, para avaliação médica de urgência.

Texto: Alexandra de Oliveira | Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde
Fotos: Til Santos
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