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sábado, 31 de agosto de 2013

Carta do Rio de Janeiro aponta prioridades nas lutas dos jornalistas



Realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 22 e 25 de agosto, o XIX Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Imprensa (ENJAI) reuniu mais de 250 profissionais no Rio’s Presidente Hotel. Aprovada na plenária final, a Carta do Rio de Janeiro, documento que sintetiza as resoluções do evento, estabeleceu prioridades como a luta pela aprovação da PEC do Diploma, a criação do Conselho Federal dos Jornalistas, o combate à violência contra profissionais de imprensa e precarização das relações de trabalho.

Na plenária final foram apreciadas 25 teses com diversas propostas reunidas nos eixos temáticos Assessoria de Imprensa nos Grandes Eventos, Regulamentação e Formação Profissional, Relações e Condições de Trabalho, Jornalistas e o Serviço Público, Teses Avulsas e teses a serem remetidas ao próximo congresso nacional da categoria.




As resoluções do evento estarão disponíveis no site da FENAJ e dos Sindicatos de Jornalistas nos próximos dias, após a elaboração do relatório final. A plenária terminou com a aprovação, por unanimidade, da realização do próximo ENJAI no Ceará, em 2015.

Confira, a seguir o documento final do XIX ENJAI.

Carta do Rio de Janeiro
Nós jornalistas em assessoria de imprensa reunidos na cidade do Rio de Janeiro, de 22 a 25 de agosto de 2013, durante o XIX ENJAI, reafirmamos o compromisso da profissão de que a assessoria de imprensa é uma atividade essencialmente jornalística e, portanto, sujeita aos princípios teóricos, técnicos e éticos que regem a profissão. Como jornalistas que somos, defendemos a dimensão pública da profissão.

Qualquer que seja o campo que compreende a atuação das assessorias de imprensa, o que deve imperar é o interesse público da informação, pois a nós profissionais cabe a tarefa de exercer o papel de mediadores sociais. Como profissão essencial à democracia, o Jornalismo e os jornalistas não abrem mão dessa prerrogativa.

Nesse sentido, assistimos e participamos do clamor das ruas. Contudo, não podemos conceber o fato de profissionais serem agredidos no exercício da profissão, pois, como trabalhadores, nossa missão é a de levar à sociedade uma informação de qualidade, com a correta apuração dos fatos.

Para o pleno exercício de nossa profissão, cerramos fileira com a Federação Nacional dos Jornalistas e exigimos que a Câmara dos Deputados aprove imediatamente a proposta de emenda constitucional que restabelece a obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo. Igualmente, necessária se faz a criação do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ), que garantirá aos jornalistas o pleno controle de sua profissão, como é o anseio de 73% da categoria, manifestado na pesquisa O Perfil do Jornalista Brasileiro.

Por fim, reafirmamos a posição da Federação Nacional dos Jornalistas e dos Sindicatos a ela filiados, de lutar incessantemente contra a precarização das relações de trabalho, que também atinge as assessorias de imprensa, públicas e privadas, e que passa pelo cumprimento da jornada de 5 horas de trabalho, pelo pagamento de salários dignos e pelo combate a todo tipo de assédio e do acúmulo de função.

Rio de Janeiro, 24 de agosto de 2013.

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