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sábado, 3 de agosto de 2013

Em Cabo Frio, Central Municipal de Regulação de Vagas já está em atuação

Objetivo é dar suporte às unidades de saúde e promover a transparência no processo de regulação de leitos

A Central Municipal de Regulação de Vagas foi implantada em Cabo Frio há três meses. Desde então, sob a coordenação da Drª. Denise Maria da Costa, vem trabalhando para dar suporte às unidades de saúde, em parceria com a Central Estadual de Regulação de Vagas da Baixada Litorânea, que compartilha o mesmo prédio, em Cabo Frio.



A função da central municipal é preparar as unidades, oferecendo material técnico e treinamento de pessoal para que possam atuar utilizando o Sistema Estadual de Regulação (SER). Antes da implantação da central municipal, algumas unidades ainda não eram informatizadas e essa barreira impossibilitava o trabalho com o sistema.

O Sistema Estadual de Regulação de Vagas atua em três esferas: urgência e emergência, cuja implantação do SAMU na Região dos Lagos ainda está em discussão; exames, onde o processo para implantação está em desenvolvimento; e leitos, que já está em funcionamento.

O sistema define as unidades como solicitante – quando precisam de uma vaga. São hospitais que atendem emergência, mas que não possuem estrutura para internação. E unidade executante, quando podem ceder alguma vaga. A partir deste cadastramento no SER, cada unidade com o seu perfil (solicitante ou executante), os próprios funcionários podem fazer a solicitação da vaga pelo sistema.

- Tudo é feito através do SER. Cada unidade pode fazer a sua solicitação nesse sistema, que inclui e atualiza a fila de espera, cujo gerenciamento e monitoramento é feito pela central estadual - explica a médica coordenadora.

Antes da implantação da central municipal, a reserva de vagas funcionava de maneira informal. A unidade solicitante fazia contato diretamente com a unidade executante e pleiteava uma vaga. Com a implantação do sistema, as unidades lançam os dados do paciente no SER e este, automaticamente, inclui essa pessoa na fila de espera, que é regulada pela Central Estadual. Além disso, a fila obedece a uma ordem por tempo e por gravidade, o que contribui para a transparência do sistema.

- É também nossa função dar o suporte ao direcionamento para a vaga. Se há algum problema técnico com a unidade solicitante, nós podemos fazer o pedido através da central e incluir o paciente na fila. A nossa função é encurtar o caminho até à vaga e fazer com que esse processo seja justo para todos - assegurou a doutora.

O trabalho da Central Municipal de Regulação de Vagas está apenas começando. O Hospital da Mulher, por exemplo, está em fase de treinamento de pessoal e adaptação ao SER.

- Estamos trabalhando para que o Hospital da Mulher passe a utilizar o sistema, assim como o Hospital da Criança, que também receberá o suporte da central municipal, para que esteja atuando com o SER o mais rápido possível - explicou.

A Central Municipal de Regulação de Vagas fica localizada à Rua Florisbela Roza da Penha, ao lado do Centro de Saúde Oswaldo Cruz (Posto do Braga).

Sobre a Central Estadual de Regulação de Vagas:
A Central Estadual de Regulação (CER) recebe média de 1.500 pedidos de leitos de UTI adulto por mês, e 210 de leitos UTI pediátricos, vindos das unidades de saúde (municipais, estadual e federal) em todo estado. Dos leitos de UTI adulto à disposição da Central para regulação, 81,5% são geridos pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Os 18,4% restantes são da rede federal.  

A CER foi implementada no estado do Rio de Janeiro em 2005 pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) com o intuito de regular os leitos para casos de alta complexidade. Em novembro de 2010, a SES firmou parceria com as Secretarias Municipais de Saúde visando a co-gestão das centrais regionais de regulação com os municípios.  

O Estado do Rio tem hoje nove centrais reguladoras que são coordenadas, supervisionadas e monitoradas pela SES. São elas: Baixada Litorânea (Cabo Frio), Centro-Sul Fluminense (Três Rios), Médio Paraíba (Volta Redonda), Metropolitana II (Niterói), Noroeste Fluminense (Itaperuna), Norte Fluminense (Campos), Serrana (Teresópolis), Central Estadual de Regulação – Pólo Estadual Rio de Janeiro e Metropolitana I, as duas últimas funcionando na cidade do Rio.

Atualmente, são regulados pela Central Estadual de Regulação as UTIs neonatal, gestação de alto risco, CTIs adulto, pediátrico, coronariano e queimados, cirurgia bariátrica, saúde mental, tratamento fora do domicílio, ortopedia, procedimentos cardiovasculares de alta complexidade, etc.

Texto: Glória Passos | Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (com informações da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro)
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