Em Cabo Frio, polícia aponta sobrinhas como suspeitas de furtar catador de latinhas

Crime ganhou o país e comoveu os internautas do G1.
Marinô Pascoal de Melo economizou por dez anos para comprar um imóvel.
Tomás Baggio Do G1 Região dos Lagos
Marinô Pascoal de Melo mostra o armário e a mochila que guardavam o dinheiro roubado (Foto: Tomás Baggio/G1)


O furto a um catador de latinhas que juntou R$ 28 mil em dez anos de trabalho pode ter sido solucionado nesta quinta-feira (22) em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. A história de Marinô Pascoal de Melo, de 45 anos, ganhou o país e comoveu os internautas do G1 na semana passada. Segundo o delegado titular da 126ª DP (Cabo Frio), Luiz Cláudio Cruz, duas sobrinhas, de 13 e 14 anos, acompanhadas de uma amiga de 14 anos e da mãe da amiga, identificada como Marcely, seriam as responsáveis pelo crime.


Apesar de a investigação seguir em andamento, o delegado considera o caso praticamente resolvido. Segundo ele, as sobrinhas de Marinô teriam furtado o dinheiro aos poucos, desde o mês de junho.
"Esta versão foi confirmada hoje, após os depoimentos que foram prestados na delegacia. As duas sobrinhas descobriram que ele tinha o dinheiro e começaram a furtá-lo aos poucos. Elas envolveram uma amiga, e posteriormente a mãe dessa amiga descobriu ao ver as coisas que a filha estava comprando. Só que a mãe incentivou o crime e as meninas continuaram furtando até a vítima descobrir, já em agosto", explicou o delegado.
De acordo com Luiz Cláudio, o dinheiro foi usado para comprar roupas, produtos domésticos e de informática, além de bancar passeios e jantares. Os R$ 28 mil estavam em uma mochila que ficava guardada no armário do quarto de Marinô. O sonho dele era comprar um imóvel para alugar e viver com a renda.
"Estamos muito decepcionados, é claro. Jamais poderíamos imaginar isso. As meninas sempre ganharam muitos presentes, por isso não desconfiamos quando elas chegaram com essas coisas. Estamos nervosos e prefiro nem falar agora", disse, por telefone, uma das irmãs de Marinô, Ednéia Pascoal de Melo.

O delegado Luiz Cláudio Cruz informou que as menores vão responder pelo crime de furto, enquanto a mulher identificada como Marcely, mãe de uma delas, será processada por corrupção de menores. Elas foram liberadas após o depoimento e deverão responder o processo em liberdade.

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