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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Em entrevista, Joaquim Barbosa critica “investidas” da “Folha de S.Paulo” contra ele

Redação Portal IMPRENSA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, defendeu em entrevista à jornalista Miriam Leitão, do jornal O Globo, que o Brasil não está preparado para um presidente negro, já que “há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados” no país, até mesmo na imprensa.

Crédito:Agência Brasil
Ministro disse que jornal expôs sua vida pessoal
“No momento em que um candidato negro se apresente, esses bolsões [de intolerância] se insurgirão de maneira violenta contra esse candidato”, avalia. “Já há sinais disso na mídia. As investidas daFolha de S.Paulo contra mim já são um sinal.”



Segundo Barbosa, o diário “expôs” seu filho em entrevista de emprego e, no último dia 21, cometeu uma “violação brutal” de privacidade. “O jornal se achou no direito de expor a compra de um imóvel modesto nos Estados Unidos. Tirei dinheiro da minha conta bancária, enviei o dinheiro por meios legais, previstos na legislação, declarei a compra no Imposto de Renda. Não vejo a mesma exposição da vida privada de pessoas altamente suspeitas da prática de crime.”

Para o presidente STF, há milhares de pessoas públicas no Brasil, no entanto os jornais “não saem por aí expondo a vida privada” dessas pessoas públicas. “Pegue os últimos dez presidentes do Supremo Tribunal Federal e compare. É um erro achar que um jornal pode tudo. Os jornais e jornalistas têm limites”, opina. “São esses limites que vêm sendo ultrapassados por força desse temor de que eu eventualmente me torne candidato.”

Quando questionado sobre a discussão com um jornalista que mandou "chafurdar no lixo", disse que tratava-se de um personagem menor. “Não vale a pena, mas quando disse isso eu tinha em mente várias coisas que acho inaceitáveis. Por que eu vou levar a sério o trabalho de um jornalista que se encontra num conflito de interesses lá no Tribunal? Todos nós somos titulares de direitos, nenhum é de direitos absolutos, inclusive os jornalistas. Afora isso tenho relações fraternas, inúmeras com jornalistas.”
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