Liberdade de imprensa: Sindicato do Rio pede ao comandante da PM fim da violência

 
A presidente do Sindicato dos Jornalistas, Suzana Blass, e o diretor Rogério Marques se reuniram nesta quinta-feira com comandante da Polícia Militar, tenente-coronel Luís Castro, para cobrar o fim das agressões a jornalistas e a punição dos policiais envolvidos. Participou também da reunião o tenente-coronel Cláudio Costa, coordenador de Comunicação Social da PM. No encontro, ficou acertado que o Sindicato e a Polícia Militar vão criar um fórum para acompanhar e debater o problema, envolvendo também a OAB, a ABI e a FENAJ. As ações recentes da PM contra jornalistas começaram nas grandes manifestações de junho contra o aumento de passagens de ônibus. Em um dos episódios mais graves, o repórter da GloboNews Pedro Vedova foi atingido na testa por uma bala de borracha disparada por um policial. Na noite do dia 12 de agosto, um policial jogou spray de pimenta no rosto de jornalistas e advogados que estavam trabalhando na Rua do Catete, sem que houvesse nenhum ato de violência da parte dos manifestantes que estavam próximos. As duas ocorrências foram motivo de notas de protesto do Sindicato.


No encontro de quinta-feira, Suzana Blass pediu o fim dessas agressões e sugeriu um protocolo que seja respeitado por todos os PMs. Ela contou que há pouco tempo presenciou uma ação violenta do Batalhão de Choque em Niterói.

O coronel Luís Castro argumentou que a tropa é orientada a usar armas não-letais apenas em casos extremos e disse que o policial que jogou spray de pimenta nos jornalistas na Rua do Catete foi afastado do trabalho de rua e está sendo submetido a avaliação psicológica. O comandante alegou também que grupos infiltrados entre os manifestantes buscam o confronto, depredando o patrimônio público e agredindo policiais com pedradas e cusparadas para provocar uma reação. Os diretores do Sindicato deixaram claro, no entanto, que não há justificativa para atos de violência contra jornalistas que estão ali trabalhando.

JORNALISTAS AGREDIDOS
Enquanto acontecia o encontro da direção do Sindicato com o comando da PM, bem perto dali, na Câmara dos Vereadores, quatro jornalistas eram agredidos por manifestantes na CPI dos ônibus. A reunião da CPI foi marcada por muitos tumultos, durante os quais foram agredidos um repórter cinematográfico da TV Bandeirantes, um repórter do site Terra e dois da GloboNews. O repórter do site Terra teve o braço ferido, mas não precisou de cuidados médicos.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
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