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domingo, 18 de agosto de 2013

Ministério Público Federal deve ser parceiro da imprensa?

Novas políticas de comunicação no Ministério Público Federal e a relação dos jornalistas com o poder Judiciário foram temas abordados na mesa “Liberdade de imprensa, privacidade e sigilo”, do evento “MPF e a mídia em São Paulo”, promovido pela Procuradoria Regional da República da 3ª Região.
Voltado para jornalistas e estudantes, o evento aconteceu na manhã de terça-feira, 13, e contou com a participação de José Roberto Burnier, da TV Globo; Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP; Frederico Vasconcelos, da Folha de S. Paulo; e Miguel Matos, do site Migalhas. O debate foi mediado por Thiago Lacerda Nobre, procurador da República.
0mpf1608Evento foi realizado em São Paulo, na manhã de terça-feira, 13 (Imagem: Kelly Mantovani)Transtornos para contatar os procuradores foram levantados pelo jornalista da TV Globo. De acordo com ele, alguns casos são censurados. “Temos muitos problemas para chegar até vocês [o MPF]. A justiça decreta sigilo e isso é uma maneira de se esconder da imprensa”, criticou.
Burnier acredita que é preciso abrir mais espaço para diálogo. “Meu interesse é divulgar algo que vocês investigam sem atrapalhar o processo. Nós não somos inimigos e, sim, parceiros”.
A opinião do repórter da Globo é diferente da de Vasconcelos. Para o profissional da Folha, jornalistas não podem ser parceiros do MPF. Para ele, essa relação iria “inibir a independência dos profissionais de imprensa como fiscalizadores”.


Para Bucci, embora o MPF tenha prosseguido com novas políticas de comunicação com a imprensa, a relação ainda é conflituosa. Ele ressaltou que a mídia é campo de interlocução, que publicações mudam com frequência e que profissionais não se isentam de erros. “A imprensa publica a cada dia rascunhos de versões e relatos. Lá dentro existem cidadãos falando com todas as imperfeições”.
Mediador do debate, Lacerda comentou que seu começo no MPF não foi fácil e que teve dificuldades com a imprensa, já que algumas investigações têm problemas com o judiciário. Mesmo assim, o profissional explicou que recebe todos os jornalistas como procuradores e representantes de uma instituição. Sobre casos censurados, o editor do site Migalhas reforça que tudo deve ser explicado com clareza. “Vivemos em um jogo democrático, as leis foram feitas com base em alguns princípios e ideias”.
Além desse debate, o evento recebeu a mesa “Relacionamento da imprensa com o MPF”, com: o repórter Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo; o diretor da Repórter Brasil e professor da PUC-SP, Leonardo Sakamoto; o repórter da TV Bandeirantes, Sandro Barboza; o repórter da rádio Jovem Pan, André Guilherme; e o editor do site Consultor Jurídico, Márcio Chaer.
(*) Estudante do 4º semestre de Jornalismo da FIAM/FAAM – SP. Integrante do projeto ‘Correspondente Universitário’, do Comunique-se.
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