STF investiga se Jair Bolsonaro foi racista com Preta Gil em entrevista ao "CQC"

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar se o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) cometeu racismo contra a cantora Preta Gil durante entrevista ao "CQC", da Band.

Crédito:Agência Brasil
De acordo com o G1, em março de 2011, em entrevista ao humorístico, o parlamentar disse que não discutiria "promiscuidade" quando questionado pela cantora sobre como reagiria caso o filho namorasse uma mulher negra.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, entendeu que há indícios da prática do crime de racismo e homofobia - pelo Código Penal, o crime de homofobia não existe. Ele pediu a abertura de inquérito após representações apresentadas por parlamentares e pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara na ocasião.



No início de agosto, Barroso autorizou a abertura do inquérito e pediu que a Polícia Federal solicite à diretoria da Band a gravação da entrevista sem edição. A Procuradoria ainda vai decidir se denuncia ou não o parlamentar pelo crime. Se isso acontecer, ele poderá ser réu em uma ação penal no Supremo.

O deputado disse que não compreendeu a pergunta e pensou que se referisse a gays e não a negros. Mencionou ainda que deu entrevista "a um lap top" e afirmou que houve um problema na edição. "Minha briga não é com homossexuais, é com kit gay. Entendi uma coisa. Foi uma coisa grave, eles deveriam ter confirmado [que o deputado havia entendido a pergunta]. Passou vários dias até entrar no ar. Quando isso aconteceu, fiquei chateado. Preta Gil para mim nunca fedeu nem cheirou, porque não sou muito ligado no mundo artístico”, acrescentou.
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