Contratar um plano privado de saúde adequado exige muito cuidado

Tipo de convênio, grau de cobertura e reajuste das mensalidades são alguns dos itens que exigem atenção

Apontados pelos brasileiros como uma das prioridades de consumo, os planos privados de saúde podem se tornar uma enorme dor de cabeça caso o beneficiário não esteja atento a todos os detalhes contratuais e não fique de olhos bem abertos para garantir seus direitos. Em muitos casos, o usuário acaba comprando gato por lebre, sem saber, exatamente, o que está levando para casa. Além disso, brechas no contrato e na própria legislação podem se tornar uma verdadeira armadilha no momento em que o cliente precisa de assistência médica.


Por isso, na hora de contratar o serviço, é bom estar atento às reais necessidades individuais e da família. Existem hoje três tipos de planos: hospitalar, que cobre apenas internações, ambulatorial, para consultas e exames, e a modalidade que inclui as duas possibilidades. Todas as segmentações, no entanto, podem ou não prever obstetrícia. Dessa forma, a própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula e fiscaliza o setor, recomenda que o contratante observe se ele ou algum dos dependentes está em idade fértil e, portanto, sujeito em algum momento, a precisar desse tipo de atendimento. 

Fazer uma pesquisa sobre o convênio que se pretende contratar também é essencial, segundo os órgãos de defesa do consumidor. Além de buscar informações e ouvir outros beneficiários, é importante procurar saber se a operadora tem registro da ANS e se não está sob regime de direção técnica ou fiscal, o que indica que a empresa administradora do plano passa por dificuldades financeiras ou administrativas. É bom, ainda, observar qual é a área geográfica de cobertura e se os benefícios previstos atendem as necessidades da família.
0