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domingo, 10 de novembro de 2013

Dani, a Pantera dos Black Blocs

Daniela Ferraz, de 31 anos, mãe e ex-presidiária, diz por que se armou de paus e pedras para atacar bancos
REDAÇÃO ÉPOCA COM REPORTAGEM DE LEONEL ROCHA
DANI, A PANTERA Daniela Ferraz,  de 31 anos, mãe  e ex-presidiária.  Ela  agora quebra bancos. “Quando corruptos roubam milhões, nada acontece” (Foto: Letícia Moreira/ÉPOCA)


A paulistana Daniela Ferraz, criada no complexo de favelas do Capão Redondo, tem 31 anos. Mãe de um filho que mora com o pai, ela cometeu dois assaltos e cumpriu cinco anos de prisão. “Tinha filho para criar e uma irmã criança para ajudar a criar. Não tive alternativa, e o desespero me levou a assaltar. Mas nunca me envolvi com homicídios”, diz. “Quando os corruptos poderosos roubam milhões, nada acontece. Quando o pobre assalta para comprar comida e fraldas para o filho, vai preso.” Ainda cumprindo pena em liberdade, Daniela armou-se de paus e pedras para atacar agências bancárias. Agora, é conhecida como Dani, a Pantera dos Black Blocs.
807_capa_aprovada (Foto: divulgação)
Daniela foi detida pela primeira vez aos 16 anos. Daquela vez não chegou a ir para uma instituição socioeducativa. Quando cumpria pena na cadeia, foi esfaqueada por outra presidiária e diz que ficou com sequelas psicológicas. Com segundo grau completo, Daniela afirma que é anarquista. Ela atua com a ONG Defensoria Social, braço visível e oficial que apoia os Black Blocs.
ÉPOCA ouviu outros manifestantes como Daniela, o coordenador da Defensoria Social e passou o fim de semana do Dia dos Finados num centro de treinamento dos Black Blocs em São Paulo. Leia mais sobre quem são esses ativistas, o que pensam, o que querem, como se organizam e quem os financia na reportagem Por dentro da máscara dos Black Blocsem ÉPOCA desta semana.
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