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sábado, 30 de novembro de 2013

Fazenda decide exonerar assessores suspeitos de aceitar propina

Polícia Federal abriu inquérito para investigar denúncias contra assessores de Mantega, reveladas por ÉPOCA
PARCEIROS Marcelo Fiche, chefe de gabinete de Mantega (à dir.), levou o amigo Humberto Alencar (à esq.) à assessoria da Fazenda. Ambos deram início  à contratação  da Partners (Foto: -)
O Ministério da Fazenda decidiu, nesta sexta-feira, exonerar de suas funções o chefe de gabinete da pasta, Marcelo Fiche, e o chefe de gabinete substituto, Humberto Barreto Alencar. Eles já haviam sido afastados dos cargos, após ÉPOCA publicar, há duas semanas, denúncia de que a dupla recebeu R$ 60 mil em propinas da Partners, empresa que presta assessoria de imprensa ao ministro Guido Mantega, desde o início do ano. A acusação partiu de Anne Paiva, ex-secretária da empresa, que afirmou ter sido orientada a fazer os pagamentos pelo diretor financeiro da empresa, Vivaldo Ramos. A reportagem também revelou que o contrato é superfaturado e que a Partners frauda mensalmente, com funcionários fantasmas, a prestação de contas ao ministério.
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as denúncias de propina. O diretor-geral da PF, Leandro Daiello, escolheu na quinta-feira (28) para a missão a delegada Fernanda Costa, da Superintendência do órgão em Brasília. Ela começa a tomar o depoimento dos envolvidos nos próximos dias. Na PF, o inquérito recebeu o número 1615.
Após a publicação da reportagem, os dois servidores saíram de férias, sob a justificativa de se defender das acusações. Eles negam quaisquer irregularidades, assim como a Partners. Nos próximos dias, a exoneração de ambos deve ser oficializada no Diário Oficial. Oficialmente, a pedido deles. Na prática, porque Mantega avalia como insustentável a situação dos dois. Como ambos são servidores de carreira, serão devolvidos aos seus órgãos de origem. Fiche é funcionário do Tesouro e Alencar, do Ministério do Planejamento.
Além da PF, a Procuradoria da República em Brasília também investiga o caso, em apurações cíveis e criminais. O Tribunal de Contas da União foi igualmente acionado. Por determinação de Mantega, o Ministério da Fazenda abriu um processo administrativo “com vistas às apurações devidas, relacionadas às denúncias”, sob supervisão da Controladoria-Geral da União.
Em decorrência dos achados da investigação interna da pasta, Mantega decidiu não renovar o contrato com a Partners, que vence no próximo mês. Estuda-se uma solução de emergência para manter os assessores de imprensa que de fato trabalham na pasta e hoje recebem seus salários por intermédio da empresa. A Partners nega o pagamento de propina a assessores do ministro.
Marcelo Fiche divulgou uma nota sobre a exoneração:
"Diante das notícias veiculadas hoje por alguns veículos de imprensa, informo que pedi ao ministro Guido Mantega para, ao final das minhas férias, não retornar à chefia de gabinete. Dessa forma, contribuo para que as investigações ora em curso sejam feitas com toda tranquilidade e com a maior celeridade possível para que a verdade seja restaurada e as mentiras que foram publicadas sobre a minha pessoa sejam rapidamente derrubadas.
Tenho sido atacado injustamente, inclusive com ilações mentirosas sobre a minha vida privada na imprensa. Não sei a que interesses servem tais ataques, mas posso dizer com toda tranquilidade que fizemos um processo licitatório para contratação de empresa de assessoria de imprensa do Ministério com todo zelo e respeito pela coisa pública e que, por ter sido pela modalidade pregão eletrônico (menor preço) em vez de técnica e preço, gerou uma grande economia aos cofres públicos.
Informo também que, a pedido dele mesmo, e com o mesmo objetivo, o chefe da assessoria técnica, Humberto Alencar, também não retornará a sua função ao final de suas férias."
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