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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Laudo médico diz que Genoino não precisa ficar em casa e que doença não é grave

  • Documento foi elaborado por junta médica da Universidade de Brasília (UnB)
  • Médicos da Câmara examinam Genoino sem autorização judicial para processo de aposentadoria
  • O Globo
  • Laudo assinado por cinco cardiologistas constatou que o deputado José Genoino (PT-SP) não é portador de doença cardiovascular grave e, portanto, pode cumprir pena normalmente na penitenciária. Os médicos chegaram à conclusão de que a cirurgia à qual o petista foi submetido em julho passado corrigiu o problema cardíaco que ele apresentava. O documento informa que “com base nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o conceito de cardiopatia grave não se aplica ao presente caso em seu contexto clínico cirúrgico atual, face à reversibilidade do quadro apresentado pela correção cirúrgica”.

  • Com o laudo em mãos, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, vai decidir se concede ou não o pedido da defesa de prisão domiciliar. “Passado o período crítico pós-operatório, naturalmente que se faz necessário seguimento ambulatorial periódico pós-cirúrgico de pouca frequência anual para verificação evolutiva do quadro clínico-cirúrgico, como de hábito, não sendo imprescindível, para tanto, a permanência domiciliar fixa do paciente acometido”, diz o documento.
  • No dia 23 de julho deste ano, Genoino sentiu dores intensas na região do coração, irradiada para todo tórax. Foi atendido em um hospital em São Paulo e recebeu o diagnóstico de dissecção aguda da aorta torácica ascendente. Foi então submetido a cirurgia e o quadro evoluiu bem, segundo a avaliação dos médicos. Quando foi preso, Genoino passou mal e foi levado às pressas para um hospital em Brasília. A suspeita era de infarto do miocárdio, mas ficou constatada apenas elevação da pressão arterial.
  • Os médicos também concluíram que “o procedimento (cirurgia) representou tratamento definitivo da referida condição patológica, encontrando-se o paciente a este respeito em excelente condição clínica atual, sem expectativa em qualquer prazo futuro de eventual insucesso cirúrgico ou complicação, resguardado o controle adequado permanente dos fatores de risco (hipertensão arterial, dislipidemia), em que pese a maior morbi-mortalidade inerente ao agravo”.Aos médicos designados para elaborar o laudo, o paciente reclamou de recentes dores de cabeça, palpitações, tontura, diarreia e constipação intestinal. O laudo informa que, “na circunstância da avaliação realização pela junta médica, o paciente encontrava-se praticamente assintomático, manifestando apenas certa ansiedade, rouquidão e cansaço ao esforço de falar”. E completa: “o exame geral não detectou qualquer manifestação digna de nota”.
  • No dia em que foi examinado, Genoino apresentava pressão arterial de 128 por 82 mmHg, frequência cardíaca de 62 bpm e frequência respiratória 13 irpm, todos os níveis considerados dentro da normalidade.
  • Quando ficou internado em Brasília, exames apresentaram pequena anormalidade. No entanto, “após ajuste da dose do anticoagulante, os testes de coagulação mostraram-se satisfatórios, com os valores dos indicadores dentro do esperado para o objetivo do tratamento anticoagulante”, dizem os médicos.
  • Nos exames complementares especializados – entre eles, um eletrocardiograma – ficou comprovada “existência de discreta cardiopatia aterosclerótica e/ou hipertensiva, aterosclerose coronária não obstrutiva sem insuficiência e aortopatia torácica aterosclerótica tratada com sucesso por meio de prótese de correção de dissecção aguda há quatro meses”. Nada grave, para a junta médica: “Conjuntamente, estas condições não se constituem em graves doenças cardiovasculares, segundo critérios da Sociedade Brasileira de Cardiologia”.
    A junta é presidida pelo médico Luiz Fernando Junqueira Júnior, professor titular de Cardiologia da UnB. Também compõem o grupo os médicos Alexandre Visconti Brick, Fernando Antibas Atik, Cantídio Lima Vieira e Hilda Maria Benevides da Silva de Arruda.
    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, autorizou, na semana passada, provisoriamente, que o petista faça tratamento médico domiciliar ou hospitalar. Genoino fez exames no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) e na manhã de domingo foi para a casa da filha, em Brasília.
    Médicos da Câmara examinam Genoino sem autorização judicial
    Sem autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), uma outra junta médica da Câmara examinou, nesta segunda-feira, o deputado licenciado José Genoino (PT-SP) para avaliar seu pedido de aposentadoria por invalidez. O parecer da junta médica deve sair até amanhã, antes da reunião da Mesa Diretora, marcada para quinta-feira, que decidirá sobre abertura de processo de cassação.
    - O hospital não autorizava, só com ordem judicial. Na hora que ele foi para a residência, dependia só da vontade dele - afirmou o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
    Na semana passada, após manobra do PT, a Mesa Diretora da Câmara adiou a abertura do processo de cassação contra Genoino. A estratégia é agilizar o processo de aposentadoria do deputado, condenado no mansalão.
    Assim, Henrique Alves encaminhou à Vara de Execuções Penais um pedido para que uma junta médica da Câmara fosse ao presídio da Papuda examinar Genoino, depois transferido para um hospital. O juiz repassou a solicitação da Câmara ao ministro Joaquim Barbosa, que ainda não se manifestou.
    Para Henrique Alves, a ida da junta médica à casa onde está Genoino, sem autorização judicial, não é uma afronta ao STF:
    - O Supremo mandou fazer a sua (perícia médica) e essa Casa quer fazer a sua, como Poder Legislativo. São coisas diferentes.



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