‘Forbes’ põe Eike Batista na lista de carreiras ‘mais desastrosas’

Revista cita o encolhimento da fortuna do empresário e o processo movido por acionistas minoritários
Mateus Fagundes, da Agência Estado
A carreira do empresário Eike Batista entrou na lista das "mais desastrosas" de 2013 da revista Forbes. Eike, que já foi considerado um dos mais ricos do mundo pela publicação, ocupa a sétima posição da lista, que destaca 20 nomes entre celebridades, jornalistas, políticos e empresários.


A revista ressalta ainda que, hoje, a fortuna do empresário brasileiro não ultrapassa de US$ 1 bilhão e que ele enfrenta processo de acionistas minoritários por perdas por causa de informações supostamente inidôneas. Em agosto, Eike já havia sido rebaixado na lista de bilionários da Forbes Brasil, caindo do 1º lugar em 2012 (7º mais rico do mundo) para 52º em 2013. Em julho, a revista o chamou de "Brazils Biggest Loser" - o "maior fracassado do Brasil".A Forbes justifica a escolha dizendo que, não muito tempo atrás, ele era um dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões. A publicação diz que o início da derrocada de Eike foi em outubro, quando a petroleira OGX "deu o maior default da história das empresas da América Latina" e entrou com pedido de recuperação judicial, seguida da companhia de construção naval OSX.
Outros nomes. No topo da lista de carreiras desastrosas da Forbes, está a chefe de cozinha norte-americana Paula Deen, acusada de comentários racistas em programa de televisão. Destaque ainda para o prefeito de Toronto, Rob Ford (2º), que admitiu ter usado crack em novembro; o ator Alec Baldwin (4º), acusado de homofobia no set de filmagens da série Newsroom, e o diretor da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), Keith Alexander, envolvido em denúncias de espionagem internacional. Completam a lista celebridades, jornalistas, políticos e empresários.
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