PM é sentenciado a 36 anos de prisão pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli

Outros cinco policiais devem ser julgados em 2014. Assassinato da juíza aconteceu em agosto de 2011

    A juíza Patrícia Acioli foi assassinada no Rio de Janeiro, em 2011, devido à investigações que combatiam o crime organizado
  A juíza Patrícia Acioli foi assassinada no Rio de Janeiro, em 2011, devido à investigações que combatiam o crime organizado (Frederico Rozario)
O tenente Daniel Santos Benitez Lopez, um dos 11 policiais militares acusados de envolvimento no assassinato da juíza Patricia Lourival Acioli, em 11 de agosto de 2011, foi condenado nesta sexta-feira pelo Tribunal do Júri de Niterói, no Rio de Janeiro, a 36 anos de prisão em regime fechado. Depois de 11 horas de julgamento, Lopez foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado, pela emboscada e pelas circunstâncias do assassinato, além de formação de quadrilha armada. O tenente foi expulso da corporação.


O tenente foi o sexto PM condenado pela morte da juíza. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas por envolvimento no assassinato, de acordo com o Ministério Público. Cinco envolvidos ainda irão a julgamento em abril do ano que vem. 
O tenente-coronel Cláudio Oliveira, que comandava o 7º Batalhão da PM (São Gonçalo), é apontado como mandante do crime. O julgamento de Oliveira será em 20 de março de 2014.
O caso - A juíza Patrícia Acioli, de 47 anos, era titular do 4º Tribunal do Júri de São Gonçalo. Ela foi assassinada com 21 tiros quando chegava em casa, depois de sair do Fórum onde trabalhava. A juíza vinha atuando em diversos processos em que PMs de São Gonçalo eram acusados de forjar autos de resistência, isto é, plantar provas em casos de mortes de suspeitos em confronto com a polícia.
Prisões - Antes de Benitez, cinco PMs já foram condenados: Carlos Maciel dos Santos foi sentenciado a 19 anos e seis meses de reclusão, Jefferson Miranda a 26 anos, Jovanis Falcão a 25 anos e seis meses, Junior Cezar Medeiros a 22 anos e seis meses e Sérgio Costa Junior a 21 anos de prisão.
(Com Estadão Conteúdo)
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