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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Revoltados com preços altos no Rio, internautas criam moeda $urreal, com imagem de Salvador Dalí

  • Página que incentiva o boicote a estabelecimentos que cobram caro entrou no ar nesta sexta-feira e já tem milhares de seguidores
  • Nome da moeda fictícia foi proposta pelo webdesigner Toinho Castro


  • CLEO GUIMARÃES - COLUNA GENTE BOA/O GLOBO



As moedas de $urreal criadas por internautas para reclamar dos preços altos do Rio/
Foto: Reprodução

As moedas de $urreal criadas por internautas para reclamar dos preços altos do Rio/Reprodução

RIO - Proposta pelo webdesigner Toinho Castro, o Surreal — a nova moeda que entraria em circulação no Rio, em substituição ao Real — já tem suas cédulas prontinhas. Elas têm o rosto de Salvador Dalí, o papa do Surrealismo, no lugar de tartarugas, garças, araras e peixes. As notas foram criadas pela jornalista Patrícia Kalil ao ler uma nota na coluna Gente Boa de quinta-feira.


Na notinha, Toinho sugeria a substituição do Real pelo Surreal como forma de protesto pelos preços escorchantes cobrados no Rio. “O Surreal tem mais ver com a nossa realidade”, diz.
Patrícia conta que ao ler a proposta de Toinho, abriu o computador e mergulhou na criação da nova moeda do Rio. A associação do nome com a imagem de Salvador Dalí foi imediata. “Me deu vontade de fazer a imagem de uma moeda que pudesse circular. Abri o photoshop e em 15 minutos a arte estava pronta”, afirma.
O movimento pró-surreal tem feito sucesso no Facebook e no início da tarde desta sexta-feira foi criada a página “Rio $urreal - Não pague”. Até as 15h40m, ela já tinha sido curtida por 2.514 pessoas e o número não parava de subir. Quarenta minutos mais tarde, o número já estava em 5.967 adesões.
A página, explica o texto de apresentação, “foi criada para incentivar o boicote a preços abusivos no RJ. Tá todo mundo de saco cheio. Mas o importante é que isso não seja apenas uma válvula de escape. Tem que fazer valer o objetivo da página. Não concorda com o preço por achar que é abusivo? Não pague. É a prática que pode reverter esse movimento do comércio de pedir valores surreais. Diga não. Não Pague.”
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