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domingo, 12 de janeiro de 2014

SEPRED alerta pais e professores como falar aos jovens sobre drogas

Psicóloga afirma que informação é o melhor método educativo preventivo
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Nos dias de hoje, o adolescente recebe um bombardeio de informações através dos meios de comunicação, que o deixam inteirado de tudo o que se passa ao seu redor. Ao se falar em droga, certamente vamos despertar sua curiosidade, que deve ser utilizada para a formação de conceitos sadios e exatos sobre as drogas e as desvantagens de seu uso.



Segundo a psicóloga Juliana Duarte, especialista em Dependência Química, que atua na secretaria Municipal de Prevenção ao Uso de Drogas, pais e professores, devem, através de orientação segura e sem nenhum alarme, criar a condição necessária para que o adolescente se torne refratário aos assédios de maus amigos e traficantes.

- É na adolescência, ou pré-adolescência, que se deve dar maior destaque a um programa de caráter educativo preventivo - explica a especialista.

É muito difícil convencer alguém a não fazer algo que lhe dá prazer - e a droga, antes de qualquer outra coisa, é algo que oferece prazer imediato. Por causa disso, fazer terrorismo com histórias macabras ou exagerar na descrição dos efeitos das drogas só piora as coisas: a maioria dos jovens são melhor informados sobre drogas do que os próprios pais, mesmo quando não são usuários. Portanto, a prevenção ao uso de drogas começa muito antes.

Para a psicóloga, a prevenção passa necessariamente por um tipo de educação não apenas aberto ao diálogo, mas também à independência.

- O tipo de educação que se vê hoje cria adolescentes fracos. E um ser imaturo, sem paixão, que não consegue enxergar a vida com seriedade, é altamente predisposto à influência do meio - alerta.

Mas este "meio" não são apenas os amigos, embora a pressão do grupo seja um fator importante, ainda mais na adolescência.

- Os exemplos que o adolescente tem em casa também contam muito. Muitos deles ouvem discursos que os incentivam à responsabilidade e ao autocontrole, por exemplo, mas veem os pais comendo compulsivamente, bebendo, ou fazendo coisas irresponsáveis. Isto não significa que os pais estejam sendo levianos ou mal intencionados, mas é importante que os pais observem a coerência entre o que dizem e o que fazem - diz a especialista.

Incentivar os filhos a terem uma vida saudável e produtiva, portanto, é a melhor forma de mantê-los longe das drogas e de outros tipos de dependência, como a do consumo, do jogo e tantas outras. Dar-lhes suporte afetivo e cuidar de sua autoestima são tarefas muito mais complexas, mas também mais eficazes tanto para evitar o problema das drogas, quanto para formar adultos mais corajosos e conscientes de si mesmos.

Texto: Alexandra de Oliveira | Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Prevenção ao Uso de Drogas
Fotos: Divulgação
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