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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Justin Bieber: marginal de mentirinha?

A coleção de encrencas do cantor pode ser apenas marketing, segundo especialistas

Cantor se apresentou na Praça da Apoteose em novembro passado com a turnê "Believe"
Foto: Divulgação/Ben Watts

Cantor se apresentou na Praça da Apoteose em novembro passado com a turnê "Believe" Divulgação/Ben Watts
Bárbara Marcolini - O Globo
Noites regadas a álcool e drogas e problemas com a Justiça: situações rotineiras na vida de muitas estrelas do rock têm se tornado frequentes na folha corrida dos queridinhos dos adolescentes. O ídolo pop Justin Bieber, que conseguiu ser alvo de um abaixo-assinado com mais de 180 mil pessoas pedindo a sua extradição dos Estados Unidos (ele é canadense), desponta como o rebelde-sem-causa do momento, depois do momento de glória de Miley Cyrus, no ano passado. Mas seriam as atitudes espontâneas ou jogadas de marketing?


As últimas notícias sobre Bieber aumentaram o debate. Na quarta-feira, o cantor de 19 anos foi indiciado pela polícia por ter agredido o motorista de uma limusine em dezembro, em Toronto; na semana anterior, ele fora preso em Miami, acusado de dirigir sob a influência de álcool e drogas e de participar de um pega; em turnê pelo Brasil, em novembro no ano passado, já tinha sido flagrado pichando um muro em São Conrado e saindo quase nu de uma casa de prostituição em Ipanema.
Para o músico e produtor Liminha, Bieber simplesmente “juntou a fome com a vontade de comer”: é muito jovem, tem muito dinheiro, e uma certa rebeldia não cairia mal.
— Ele começou a trabalhar cedo e, como bom adolescente, gosta de aprontar. Para potencializar, o moleque tem grana pra burro. Vai convencer alguém que faz sucesso da noite para o dia de alguma coisa? Além disso, é uma boa jogada de marketing cunhar uma fama de rebelde — aponta.
A imagem de menino mimado não é nova. Horácio Brandão, diretor da consultoria de comunicação e imagem Midiorama, trabalhou com Bieber em sua primeira turnê no Brasil, em 2011, quando o astro tinha 17 anos e já não dava ouvidos a seguranças ou empresário — uma de suas brincadeiras foi com um carrinho de golfe no gramado do Engenhão.
— Chega um momento em que o segurança desiste de impedir que ele faça algo errado, que o empresário não dá bronca.... Todo mundo faz vista grossa porque depende daquilo — opina Brandão. — Quando um jovem fica famoso, passa por um momento em que todo mundo lhe diz que ele é maravilhoso. É um excesso tão grande de amor que o cara desconfia, quer fugir daquilo. E começa a tentar se desconectar.
Atenção da mídia
Apesar das considerações de que a mistura de adolescência e sucesso pode levar à inconsequência, há quem acredite que tudo não passa de uma jogada de marketing. Para o produtor e engenheiro de som Brendan Duffey, que já trabalhou com nomes como Wanessa Camargo e o rapper americano Fifty Cent, atitudes com as de Bieber são tentativas de direcionar suas carreiras para uma imagem mais adulta.
— Seus comportamentos geralmente envolvem doses leves de sexo ou drogas, e, talvez, alguma conduta ilegal, que lhes garantem a atenção da mídia — diz.
Professor de Marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Thiago Almeida concorda com a teoria de Duffey. Ele lembra que as atitudes de um artista são elementos fundamentais para a construção da sua marca e, ao perceber uma mudança no perfil do seu público, ele incorpora atitudes para adequar a sua imagem.
— Vivemos uma era em que o conceito de marca extrapolou para algo que está no comportamento. A gente não pode afirmar que as atitudes desses artistas sejam parte de uma estratégia de marketing, mas também não podemos rejeitar essa ideia — avalia.
Colaboraram Mateus Campos e Thiago Janse


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