REDES SOCIAIS: Os 10 grandes erros de Facebook


Por Rosa Jiménez Cano 
De um mural com fotos a múltiplas opções, eventos, páginas oficiais... O Facebook, apesar de seus esforços, faz tempo que deixou de ser simples. Tenta, mas é complicado. Mais de 1,2 bilhões de usuários têm um perfil no invento de Mark Zuckerberg, mas o que tem que melhorar?


O celular: As pessoas se conectam pelo telefone e ainda não tiveram uma experiência satisfatória. A versão web demora a carregar e nem sempre se adapta ao aparelho com precisão. O aplicativo oficial tem limitações.
Os aplicativos: no plural, porque são muitos. Desde Poke, à oficial, outra para gerenciar páginas e agora se soma Paper, uma grande promessa, mas seguem sem ter uma unidade clara. Criar uma aplicação para limitá-la não tem muito sentido, no entanto, uma vez que se põe uma etiqueta em uma foto, não pode ser eliminado desde o celular, senão que há que ir à área de trabalho. O mesmo ocorre com as notificações. A mais criticada, sem dúvida, é o Messenger.
MensageirosNão conseguiram comprar Snapchat. A ascensão do WhatsApp e do Line os apanhou com o pé trocado no mundo das mensagens instantâneas. Seu Messenger, preenchido com todos os adesivos, tenta ganhar adeptos em um campo no que já deu as cartas. É muito estranho receber uma notificação no celular, no aplicativo principal, abrir a mensagem e ter que pular ao aplicativo Messenger para responder. Para não falar do banner na parte superior incitando a convidar a amigos a instalá-lo. Talvez seja demasiado insistente e agressivo.
A privacidadeVocê pode restringir o alcance de um post, decidir quem vai vê-lo ou não, mas é um pouco complicado o mudar a cada publicação. Além disso, segue tendo um grande buraco, na coluna lateral esquerda, desde o computador, a aba de atividade convida a ver as últimas ações de alguém. Não teria mais importância, se não pusessem dados como as últimas canções escutadas em Spotify, o nível de Candy Crush que acaba de superar ou o mural em qual postou o comentário. É parte da rede social, mas é indiscreto.
Mudanças surpresasQuando parece que está tudo sob controle, surge uma nova mudança. Aconteceu com os posts patrocinados, que logo desaparecerão, com a nova homepage que incluía um friso com fotografia no fundo e criou grande alvoroço quando se introduziu o Timeline. O Facebook não sabe como comunicar as mudanças. O grande problema foi, precisamente, quando ao poder voltar ao passado com facilidade vieram à tona conversas que, embora eram públicas, caíam no esquecimento. Em setembro de 2013 o mal-estar foi maiúsculo.
Os que se vão: O Facebook não facilita o caminho para sair e desaparecer de tudo. O processo é complicado, cheio de perguntas. O perfil se desativa, mas não se elimina. Se decide voltar, pode se retornar e reativar tudo o que se fez. O argumento que usam é que cada vez mais usuários decidem por um descanso temporário, mas depois agradecem por continuar onde estavam.
Os que se vão para sempreQuando alguém morre o perfil costuma ficar inativo. Se notifica-se pode ser convertido em um “memorial”, ou local para render tributo e lembrar ao amigo falecido. Conhece-se pouco e é necessário mostrar um alto grau de proximidade para ativá-lo. A consequência é que reaparecem os amigos mortos em aniversários próximos. Sensação estranha...
Difícil limpeza: É muito simples clicar e dizer que gostamos da sapataria do bairro, do supermercado da região ou do grupo musical que esteve na moda há muito tempo atrás como para lembrar suas melodias.O difícil é, tempos depois, fazer a recapitulação e limpar o perfil. Isto também acontece com as etiquetas de amigos, convites a eventos ou participação em grupos.
Comprar e fechar: Quando fez falta, Zuckerberg assinou cheques para obter mais tecnologia e serviços. Assim aconteceu com Push Pop Press, a empresa de Mike Mata, e o mesmo com Friend Feed, Friendster ou Snaptu. É uma boa forma de se fazer com trabalhadores criativos e patentes, mas também de aniquilar a concorrência ou fechar serviços que poderiam fazer sombra.
Registro universal pouco claro: A ideia de usar o Facebook como registro para aplicações e serviços soa bem, é cômodo e poupa tempo. Não o é quando ninguém tem muito claro quanta informação daí se toma do perfil e os contatos, nem o que o que o aplicativo faz relacionado com isso.
***
Rosa Jiménez Cano, do El País
0