Rússia mata cães e gatos para Olimpíadas de Inverno


É quase impossível saber tudo que há por trás de grandes eventos esportivos. No entanto, a informação de que a prefeitura de Sochi, cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, ordenou uma “limpeza” de animais foi anunciada pela própria gestão. Decisão que foi levada adiante, mesmo sob protestos.
Em abril de 2013, a prefeitura afirmou que tinha o plano de exterminar mais de dois mil cães e gatos abandonados. Na época, o representante do governo de Sochi, Sergei Krivonosov, afirmou a um jornal local que a medida serviria para garantir a segurança dos visitantes e melhorar a imagem da cidade. Segundo ele, matar os animais seria o modo mais rápido de resolver o problema.



A declaração não surtiu o efeito desejado e ativistas de todo o mundo mostraram sua indignação. Os defensores dos animais realizaram protestos e pressionaram até que a prefeitura garantisse que iria investir na construção de abrigos e na castração dos animais.
Entretanto, a afirmação foi apenas para conter os ânimos e, no início de fevereiro, foi colocado em ação o plano inicial. A informação foi dada pela Basya Services, companhia de controle de pestes, contratada para realizar o “serviço”.
“A contratação deste serviço imoral demonstra a insensibilidade, falta de competência técnica e má vontade na criação e execução de políticas públicas para o controle populacional de cães e gatos, características ainda bastante frequentes também aqui, nos municípios brasileiros. E, mais uma vez, interesses financeiros vêm se sobrepor à ética e à compaixão, com os animais sendo tratados como lixo e sendo vitimados pelo descaso e desumanidade”, afirmou a agência de notícias de direitos animais (ANDA), em nota.
Alexei Sorokin, diretor-geral da Basya Services, falou sobre a ação, em entrevista, à agência de notícias internacional AP. Não foi esclarecido a quantidade de animais mortos e o método, se foram a tiros ou envenenados.
Redação CicloVivo
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