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domingo, 2 de março de 2014

A dança que emagrece: chega de monotonia na malhação. A nova onda nas academias é perder peso dançando

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana:
Capa - Edição 822 (home) (Foto: ÉPOCA)
Tudo começou com um acidente. O professor de ginástica colombiano Beto Perez esqueceu o CD de músicas que usava para suas aulas de ginástica aeróbica. Colocou então para tocar uma seleção de ritmos caribenhos que ouvia no carro. O entusiasmo dos alunos fez com que ele assumisse o merengue e a salsa como trilha oficial dos treinos. Perez ganhou novos alunos, atraídos pela animação das aulas, moldadas aos ritmos. Em 2009, registrou a marca zumba fitness, aulas de dança latina adaptadas a movimentos de ginástica, que exercitam capacidade aeróbica e vários grupos musculares. Em pouco tempo, a zumba virou febre em Miami. Chegou ao Brasil em 2012 e foi disseminada no ano passado. Hoje, até mesmo lojas de eletrodomésticos vendem DVD com as coreografias. 
Há uma versão da dança para crianças, videogame zumba para os consoles Wii, PlayStation e XBox e produtos como massageadores, maracas e linha de roupas para dançarinos de zumba. Não há academia de ginástica grande que não mantenha a coreografia latina em sua grade de cursos. Em muitas delas, é preciso pegar senha para participar das aulas lotadas.

No último ano, ao mesmo tempo que a zumba explodia dentro das academias brasileiras, outras modalidades de dança foram importadas ou criadas como opção de condicionamento físico. Entre as mais populares estão a walking dance, movimentos de dança feitos em cima de uma esteira; a stiletto dance, que coloca os dançarinos em cima de saltos agulha à moda Beyoncé; e a sh’bam (pronuncia-se xibam), modalidade similar à zumba, que usa o hip-hop e a dance music no lugar de ritmos latinos.
A dança tem roubado alunos de treinos aeróbicos tradicionais, como a corrida e a bicicleta, por propiciar o mesmo gasto calórico dessas atividades, sem a monotonia do treino repetitivo. Uma pesquisa do Colégio Americano de Medicina do Esporte mostrou que 50% dos novos alunos de academia param de frequentar as aulas nos primeiros três meses.  E 65% desistem delas nos primeiros seis meses. Os principais motivos alegados para a desistência são o tédio na aula e a baixa motivação, seguidos da falta de tempo. Quem se adapta à dança salta os dois primeiros motivos. De acordo com quem faz, ainda se beneficia de um efeito emocional positivo. “A dança leva mais prazer para a atividade física. O praticante estabelece uma relação lúdica com atividade. Isso produz bem-estar”, diz Odilon Roble, da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com frequência regular e ritmo acelerado, as aulas de dança são exercícios eficientes para o trabalho do coração, do pulmão e a perda de peso. 
No último ano, a proporção de alunos que buscam as aulas de dança chegou a dobrar nas grandes academias do país. “A animação é contagiante”, diz Eduardo Netto, diretor técnico da academia Body Tech. “As pessoas vêm porque se divertem.” Hoje, 30% dos alunos da rede participam de, pelo menos, uma das 13 modalidades de dança da academia. Entre elas estão zumba, sh’bam e walking dance. No grupo Bio Ritmo, o número de alunos das aulas de dança mais que dobrou. Em 12 meses, passou de 15% para quase 50%. Hoje, a dança está entre as modalidades de exercícios mais procuradas na academia Runner. Há 2.300 alunos matriculados nas aulas de dança da rede. 
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