Farmacêuticos alertam para uso de remédios para ressaca sem orientação


Abusar de analgésicos na ressaca pode irritar a mucosa do estômago, já prejudicada pelo álcool

Em vista do consumo excessivo de álcool no Carnaval, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) divulgou um alerta sobre a necessidade de buscar orientação farmacêutica antes de consumir qualquer medicamento, mesmo os que estão disponíveis nas gôndolas e não exigem receita.
Hemorragia gastrointestinal, irritação da mucosa do estômago e náuseas são apenas alguns dos sintomas a que a população está exposta caso utilize medicamentos sem orientação adequada. 
A mistura de analgésicos com álcool, por exemplo, pode resultar em sangramentos no estômago e perda da coordenação motora, explica a entidade. Já uma superdosagem de paracetamol eleva o risco de danos no fígado, e a de dipirona em excesso pode causar alergias e alterações sanguíneas.

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  • Arte/UOL
O CRF-SP também chama atenção para a prática ilegal de algumas farmácias que colocam à venda os chamados "kits ressaca", normalmente um saquinho contendo vários medicamentos. Essa prática é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e deve ser denunciada. O telefone para denúncias no Estado de São Paulo é 0800 7702273.
Pílula do dia seguinte
A entidade também alerta para a tendência de aumento no consumo de pílula do dia seguinte sem orientação. Criado para ser utilizado, em casos de emergência, para evitar a gravidez indesejada, esse medicamento tem sido utilizado indevidamente como um contraceptivo comum.
"A eficácia desta pílula diminui com o tempo e, ingerida após cinco dias da relação sexual, não faz mais efeito. Além disso, o uso repetitivo aumenta o risco de falha, não substitui outros métodos contraceptivos como a camisinha e o anticoncepcional e não protege de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs/Aids)", diz o comunicado do CRF-SP.
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