Executivo escocês morto no Rio realizava campanhas sociais no Brasil

Pete Campsie foi morto a tiros durante tentativa de assalto na BR-101.
Amigos disseram que ele era querido e abraçava causas sociais.
Do G1 Região dos Lagos
Campsie sempre participou de projetos sociais através da MOGA (Foto: arquivo/MOGA)Campsie sempre participou de projetos sociais da Macaé Oilmen´s Golf Association (Foto: Arquivo/Moga)
Amigos e colegas de trabalho de Scot Pete Campsie, de 48 anos, lembraram nesta terça-feira (8) a trajetória do escocês que vivia há 16 anos em Macaé, no interior do estado do Rio. Foi na cidade que ele conheceu a esposa, e onde também era diretor de operações da Brasdril Sociedade de Perfurações, empresa do ramo petrolífero. Pete, como era conhecido pelos amigos, foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto na BR-101 (Niterói-Manilha) na quarta-feira (2). O corpo do executivo foi enterrado na tarde da última segunda-feira (7) no Cemitério Memorial da Igualdade, em Macaé. A família, abalada com o crime, não quis falar com a imprensa.


Doação feita pela MOGA, onde Campsie era também diretor (Foto: Arquivo/MOGA)Doação feita pela MOGA, onde Campsie era também
diretor (Foto: Arquivo/MOGA)
Fora do trabalho, segundo funcionários e amigos da empresa Brasdril, Pete gostava de jogar golfe e era bastante atuante no campo social. Junto com um grupo de amigos, promovia campanhas para arrecadar dinheiro e donativos destinados a projetos sociais, por meio da Macae Oilmen's Golf Association (MOGA), com foco na população em situação de risco social. 
"O Pete era um cara super gentil, amável, companheiro e com uma alma de ouro. Ele e outros amigos realizavam, em média, três eventos por ano e conseguiam arrecadar centenas de milhares de reais para ajudar pessoas e instituições, como a Apae de Búzios, por exemplo. O que me deixa indignado é saber que ele se foi e os filhos dos assassinos com certeza serão beneficiados pela obra e o legado dele", contou o amigo argentino Gonzalo Arselli, radicado na cidade de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio. 
Uma colega de trabalho, que não quis ser identificada porque a empresa proibiu o contato de funcionários com jornalistas, lembrou com carinho do diretor da empresa: "A única coisa que posso dizer é que ele era muito querido por todos e irá fazer muita falta, tanto para a familia, quanto nas relações de trabalho. Pete era muito competente no que fazia e muito querido por todos nós, que trabalhávamos com ele na base da empresa, em Macaé".
Morte de Campsie repercutiu na imprensa internacional
O crime está sendo investigado pela Divisão de Homicídios de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O titular da divisão, Wellington Vieira, afirmou ao G1 nesta terça-feira (8) que a vítima estava em um carro da empresa quando foi abordada por dois supeitos que vinham em um Cross Fox.
Ainda segundo o delegado, familiares do executivo já foram ouvidos e a polícia tenta localizar os autores dos disparos.
Procurada pelo G1, a Brasdril Sociedade de Perfurações informou que não vai se pronunciar sobre o assunto.
A morte de Campsie repercutiu na imprensa internacional. O jornal britânico "Daily Mail" destacou que o assassinato ocorreu três meses antes do início da Copa do Mundo no Brasil. O caso também foi relatado pelos jornais britânicos "The Independent" e "The Guardian" e pela emissora BBC.
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