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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Meios de comunicação perdem oportunidade de vender publicidade na web, aponta estudo

Danúbia Paraizo \ Portal Imprensa
Desde o surgimento dos jornais, rádios e emissoras de TV, a publicidade tem sido responsável em menor ou maior grau pela sustentabilidade financeira dos veículos. Com a chegada da internet e dos grandes portais de notícias, o desafio de viabilizar a estrutura de uma redação se intensificou ainda mais. Afinal, como bancar um veículo que oferece gratuitamente seu conteúdo? Como atrair anunciantes de peso?

A chave para o problema pode estar justamente no cerne do jornalismo, ou seja, na própria comunicação. Segundo levantamento realizado pela Midialinks, plataforma que conecta o departamento comercial dos veículos com os profissionais de mídia, 73% dos meios de comunicação não disponibilizam em seus sites uma página dedicada ao download de seu mídia kit. Vale lembrar que dados como circulação, audiência e formatos de anúncios, por exemplo, são fundamentais para o profissional da área avaliar se vale a pena ou não incluir o veículo no plano do cliente.
Crédito:Divulgação
Fábio Walker é CEO do Midialinks

A pesquisa analisou quase três mil sites de jornais, revistas, emissoras de rádio, TV e internet em todo o Brasil. Segundo Fábio Walker, CEO da Midialinks, por uma questão cultural, os veículos costumam disponibilizar telefones e e-mails da redação, mas em 65% dos casos não divulgam contatos de seu departamento comercial. “Cada um tem uma estratégia de comercialização de mídia. De propósito, muitos pecam pela falta de informação, achando que ao omitir alguns dados, motivam os mídias a contatá-los. O que é um erro”.

Outra deficiência apontada pela pesquisa é a ausência de informações sobre os responsáveis pelo atendimento comercial dos veículos. Cerca de 98% dos sites dos meios de comunicação não apresentam sua equipe, dificultando para o mídia saber quem procurar ou como entrar em contato com ele.
Para Walker, ainda há no Brasil um hábito comercial antiquado, focado no modelo utilizado no passado, em que os executivos tinham um relacionamento pessoal com as agências. “O mundo mudou. Na internet há milhões de ferramentas para o compartilhamento de informações. Os veículos estão abrindo mão delas e de sua velocidade em função de um receio de divulgar informações comerciais. Enquanto deveriam estar avançando, estão regredindo”, alerta.

As redes sociais, por exemplo, são nichos pouco usados pelos veículos, como evidenciou a pesquisa. Apenas 16% dos veículos disponibilizam pelo menos duas mídias sociais como alternativa de comercial. O Linkedin, especializado justamente para os usuários fazerem networking, é divulgado por apenas 0,01% dos meios de comunicação. "É preciso ter em mente que quem trabalha com pesquisa e compra de mídia não está em contato com apenas um ou dois veículos, mas com 10, 15 ou mais. Aqueles em que o mídia não sabe o nome, nem telefone, e-mail, nada, sai em desvantagem. Mais vale uma informação segura na mão e uma pessoa a quem você pode recorrer do que um veículo que pode ser até reconhecido, mas que não está disposto a vender espaço", finaliza.
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