Jornalista da AP conta no Twitter detalhes da execução desastrosa de presidiário nos EUA

Bailey McBride, repórter da agência norte-americana Associated Press, usou seu Twitter para divulgar detalhes de uma execução que não correu conforme o planejado em um presídio em Oklahoma, EUA, na última terça-feira (29/4). Clayton Lockett, condenado a morte por homicídio qualificado, teve uma parada cardíaca após agonizar por quase 40 minutos depois de uma injeção letal mal aplicada.

Crédito:Reprodução/Twitter
Jornalista contou detalhes sobre problemas na execução de presidiário americano
Bailey, que teve acesso a informações exclusivas dos funcionários do presídio, divulgou-as após a morte confirmada de Lockett. "Para aqueles questionando, isto é uma reiteração após o fato do que aconteceu na câmara de execução. Eu não estava tuitando ao vivo uma execução", afirmou a jornalista, deixando claro que nenhum membro da imprensa tem autorização para assistir a morte de condenados.


A jornalista frequentemente publica tuítes e reportagens sobre penas de morte nos Estados Unidos. A cobertura de Bailey começou às 16h36 (horário de Brasília), quando ela informou que ainda não havia confirmação da morte de Lockett, cuja execução deveria ter sido completa cerca de 30 minutos antes.

Quase uma hora após o previsto, Bailey informou que o presídio ainda não confirmava a morte do presidiário. "Oficiais da prisão disseram que Lockett será levado a um hospital para ser ressuscitado. [...] Às 18h33 [no fuso horário norte-americano], o doutor disse, Lockett estava inconsciente, mas às 18h34 ele começou a mexer a cabeça, balbuciar palavras e mover o corpo", publicou a jornalista.

"As veias de Lockett sangraram durante a execução, impedindo as drogas de entrar em seu corpo efetivamente. [...] Às 19h06, Clayton Lockett sofreu um ataque cardíaco e morreu", informou Bailey. O Los Angeles Times usou o perfil da jornalista no Twitter para publicar uma matéria completa sobre a execução do presidiário.

Segundo a reportagem de Bailey para o AP, o estado de Oklahoma experimentava um novo conjunto de drogas letais que levariam o criminoso ao óbito sem sofrimento, seguindo a constituição dos EUA. Após a aplicação da primeira injeção, que não obteve o efeito esperado, os médicos tentaram reverter o processo. Lockett, entretanto, morreu pouco mais de 30 minutos depois do início dos procedimentos.
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