Moradora de Cabo Frio, mãe luta há quatro anos para que polícia identifique os assassinos de seu filho

Mãe luta pelo esclarecimento da morte do filho
Mãe luta pelo esclarecimento da morte do filho Foto: Pedro Paulo Figueiredo / Extra
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Há quatro anos, Maria da Conceição Teixeira Soave, de 60, tem a mesma rotina. Pelo menos uma vez por mês, ela pega um ônibus em Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde mora, e segue em direção ao Rio. Durante o trajeto de 153 quilômetros, Maria sonha com uma única coisa. Ela pede que Deus ajude à polícia a identificar os assassinos do seu filho, o comerciante Sérgio Teixeira Soave, morto a tiros em 2010, na porta de casa, na Tijuca, Zona Norte do Rio.

Maria vai à Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, e à 19ª DP (Tijuca), para saber se os policiais que investigam o caso chegaram aos autores do crime. Até agora, Maria não conseguiu ouvir a resposta que queria.
— Já perdi a conta de quantas vezes vim ao Rio. Já chorei tudo o que tinha que chorar. Tenho fé que terei uma solução para esse bárbaro crime. Peço a Jesus para me dar uma pista e me enviar uma resposta. Quero saber por que meu filho morreu. Gostaria de ver preso quem o matou, mas tenho medo que o caso fique parado — disse Maria da Conceição.
A moradora de Cabo Frio disse que, recentemente, o caso foi transferido da Divisão de Homicídios para a 19ª DP (Tijuca).
— Não sei por que isso aconteceu — desabafa a mãe de Sérgio, que tinha 37 anos quando foi assassinado.Sérgio Soave foi morto na noite de 12 de setembro de 2010. Por volta das 20h, após receber um telefonema, o comerciante desceu as escadas do prédio onde morava, na Rua Conde de Bonfim.
Ele levava uma mochila e foi até onde estava estacionado o seu carro, próximo ao edifício. Quando guardava o objeto no porta-malas, um veículo não identificado emparelhou com seu automóvel. Um homem que estava no volante fez o primeiro disparo. Sérgio ainda tentou se esconder, mas foi atingido pelo menos duas vezes, na barriga e no rosto.
Levado para o Hospital do Andaraí, ele não resistiu aos ferimentos.
— Meu filho era uma pessoa tranquila. Um conhecido chegou a dizer que ele estaria confeccionando caça-níqueis, mas ninguém provou isso. Na minha opinião, a morte dele está relacionada a alguma mulher. Ele era alto e muito bonito. As mulheres viviam dando em cima dele — disse Maria da Conceição.
Uma das linhas de investigação do inquérito que apura o caso é a de que Sérgio foi vítima de crime passional. Apesar disso, outras hipótese não foram descartadas pela polícia.
Caso foi transferido para distrital
A Polícia Civil confirmou, por meio de nota, que a apuração da morte do comerciante Sérgio Teixeira Soave foi transferida da Divisão de Homicídios para a 19ª DP (Tijuca). Segundo a polícia, 30 dias após extinguidas todas as diligências possíveis, o inquérito pode ser encaminhado para a delegacia da área onde ocorreu o crime, para essa unidade dar prosseguimento às investigações.
A nota diz que, como a especializada é responsável pela investigação de todos os homicídios da capital, a distrital tem maior disponibilidade para continuar a apurar o caso. Segundo o documento, vale ressaltar que a DH continuará auxiliando nas investigações.
Surgindo uma nova informação, o procedimento poderá ser devolvido à especializada, caso seja necessário.


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