Morto em casa incendiada pela mulher é enterrado em Cabo Frio. Mensagens de suposta amante no celular do rapaz motivou a discussão entre o casal.



Corpo da vítima foi encontrado cornonizado dentro do banheiro da residência, no barro de Palmeiras, em Cabo Frio
Foto: Douglas Reis / Divulgação
Corpo da vítima foi encontrado cornonizado dentro do banheiro da residência, no barro de Palmeiras, em Cabo Frio Douglas Reis / Divulgação

O corpo do fiscal da Receita Federal de Cabo Frio João Ricardo Hames, de 51 anos, foi enterrado nesta segunda-feira, às 16h, sob forte comoção no Cemitério Santa Izabel. Ele morreu carbonizado na madrugada de domingo após a mulher, Flávia Fonseca Pinheiro, de 35 anos, atear fogo no imóvel onde o casal morava há dois meses, na Rua Irmã Josefina da Veiga, no bairro de Palmeiras, área nobre da cidade. A delegada titular da 126º DP (Cabo Frio) Flávia Monteiro de Barros marcou um coletiva de imprensa para esta terça-feira, quando irá fornecer detalhes sobre a investigação. Ela informou que uma crise de ciúmes foi responsável pela tragédia.
De acordo com as primeiras informações sobre o crime, Flávia, que trabalhava no Aeroporto Internacional de Cabo Frio ao lado do marido, foi presa em flagrante após atear fogo na casa e tentar fugir. Segundo testemunhas, ela teria descoberto mensagens de outra mulher no celular de João, supostamente de uma amante dele. O rapaz era casado e tinha dois filhos, em Niterói, mas largou a família para assumir o relacionamento com Flávia. Ela confessou o crime na delegacia e irá responder por homicídio doloso qualificado.


Vizinhos relataram que, mesmo sendo uma pessoa aparentemente calma, a moça teria ficado muito irritada iniciando uma discussão com o marido no início da madrugada. Revoltada, ela ateou fogo em alguns pertences do marido e foi para a área externa da casa com uma marreta quebrar o carro dele. O fogo se alastrou e tomou conta da residência.
Segundo informações, enquanto Flávia via a casa pegar fogo e quebrava o carro de João no quintal, ela se assustou com a dimensão do fogo e tentou fugir, mas foi impedida pelos outros moradores, que a seguraram no final da rua e chamaram a polícia, que veio a encontrar o corpo da vítima dentro do banheiro, carbonizado, com uma almofada molhada no rosto. Testemunhas relataram que ela teria dito, em vários momentos, enquanto os policias entravam na casa, que a intenção não era matar o fiscal.
Um dos primeiros a entrar no local do crime depois da polícia foi o vizinho e segurança João Marcos Machado. De acordo com o rapaz, ele chegou no recinto por volta das 4h.
— Quando eu cheguei, vi uma mulher chorando e fui consolá-la, pensei que ela fosse vítima. Depois que o policial disse o que tinha acontecido, eu fiquei bem assustado. A casa acabou, queimou tudo e o corpo dele estava no chão — disse o segurança.
O Instituto Médico-Legal apontou intoxicação como a causa da morte.


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