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terça-feira, 20 de maio de 2014

Policiais civis em greve atenderão ocorrências, mas não farão investigações Plano é paralisação de 60% nesta quarta-feira


AMANDA RAITER E VANIA CUNHA
Rio - Policiais civis do Rio de Janeiro resolveram aderir à paralisação nacional da categoria e vão cruzar os braços amanhã, por 24 horas. A decisão foi anunciada ontem por dois sindicatos, que garantem que a assembleia marcada para esta quarta está mantida. Nela, a categoria vai decidir se faz ou não greve. O comissário Fernando Bandeira, do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Rio (Sinpol), disse que a expectativa é de que mais de 60% dos agentes não trabalhem, e que a categoria vai respeitar a norma de que 30% de efetivo tenha que trabalhar normalmente.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol), Francisco Chao, os agentes vão atender todas as ocorrências de violência, como roubos, estupros e homicídios, além de prisões em flagrantes. No entanto, nenhuma investigação será realizada neste dia. “Nossa tentativa de negociar com o governo já dura um ano. O ex-governador Sérgio Cabral nos recebeu em dezembro e prometeu conversar, mas empurrou o caso para o atual, Luiz Fernando Pezão. Até agora não tivemos nenhuma resposta e o clima de insatisfação é muito grande na categoria”, afirmou Chao.



liciais civis querem incorporação de gratificação e aumento do valor dos tíquetes alimentação
Foto:  Carlo Wrede / Agência O Dia
O complexo de delegacias Cidade da Polícia, no Jacarezinho, foi o local escolhido como ponto de encontro da categoria no dia da paralisação para discutir a situação. Dali, eles partem para o Clube Municipal, na Tijuca, onde haverá assembleia às 19h. 
A remuneração base de um policial em início de carreira, gira em torno de R$ 939,14. Com as gratificações por tempo de serviço, cargo e do programa Delegacia Legal, pode chegar a R$ 3.700. A categoria quer que este última benefício, de R$ 850, seja incorporado ao salário, entre outras reivindicações.
Em nota, a Polícia Civil diz que considera inadequada a paralisação porque há negociação em andamento. “Todas as medidas necessárias visando o bom atendimento à população serão tomadas pela chefia, que acredita no bom senso da categoria para manter o canal de negociação aberto”, diz o texto. Cerca de 40 policiais participaram ontem de reunião na sede do Sinpol, no Centro. A expectativa era de que 850 agentes participassem. Na sexta-feira, o Sinpol promoverá um ato, às 10h, em frente à Chefia de Polícia Civil, também no Centro.
Rodoviários decidem hoje nova paralisação
Rodoviários do Rio decidem, hoje à tarde, se haverá nova paralisação na próxima segunda-feira. De acordo com Hélio Teodoro, um dos líderes do movimento, caso a greve seja aprovada, os grevistas vão avisar as autoridades com o mínimo de 72 horas de antecedência, como manda a legislação. “Os detalhes serão definidos na assembleia, que espero tenha boa participação”, disse Hélio. O grupo pede o fim da função (motorista e cobrador) e 40% de aumento. O sindicato da categoria, porém, aceitou reajuste de 10%.
Já os rodoviários de Niterói e São Gonçalo farão hoje, às 15h, manifestação em frente ao terminal, no Centro. Eles querem equiparação ao reajuste do Rio e piso de R$ 2,5 mil, para motoristas, e R$ 1,4 mil, para cobrador, além de cesta básica de R$ 400 e o fim da dupla função. Assim como no Rio, o movimento é uma dissidência do sindicato da categoria.
Colégio Pedro II também para
Os professores e funcionários do Colégio Pedro II, da rede pública federal no Rio, se juntaram à greve dos profissionais de ensino da prefeitura e do governo estadual. Segundo Luiz Sérgio Ribeiro, coordenador do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope-RJ), a adesão é de 90%, em um total de dois mil servidores técnico-administrativos e docentes. Cerca de 35 mil alunos estão sem aula.
A greve será por tempo indeterminado e a próxima assembleia, quando os grevistas decidirão os próximos passos, será realizada, na próxima terça-feira(27), às 9h, na unidade São Cristóvão, na Zona Norte. Dentre as exigências estão a reestruturação no plano de cargos e salários da carreira e antecipação da última parcela do aumento salarial concedido em 2012 e que será paga em 2015. A categoria também quer a regulamentação da carga horária de 30 horas semanais dos servidores administrativos.
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