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terça-feira, 10 de junho de 2014

Pezão adia negociação e Polícia Civil ameaça parar. Sindicatos mantêm assembleia para sexta-feira, quando decidem sobre greve

VANIA CUNHA
Rio -  Depois da promessa de enviar para a Assembleia Legislativa (Alerj) a proposta de aumento dos policiais civis até quinta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão deve adiar mais uma vez a data. Ontem, durante entrevista no Centro Aberto de Mídia da Copa, ele disse que vai conversar com a categoria depois do dia 15. Diante da declaração, lideranças do movimento já admitem nova paralisação.
“Dá para atender (a reivindicação). Depois do dia 15, nós vamos sentar (para negociar)”, disse Pezão. Questionado sobre a data informada por ele à categoria (dia 12), o governador voltou a afirmar: “Depois do dia 15.”



A informação sobre o adiamento desagradou o presidente do Sindpol, Francisco Chao. “Vamos manter os prazos firmados e aguardar. A promessa dele (governador) foi dia 13. Sexta-feira haverá nova assembleia e vamos conversar com a categoria, mas se até lá o governo não se pronunciar, pode ter paralisação”, disse ele.
Segundo Chao, depois do dia 15, o prazo para a proposta entrar em votação entre os deputados vai ficar mais apertado porque a casa entrará em recesso por conta da Copa do Mundo.
Há duas semanas, os policiais pararam de trabalhar por dois dias, até que o governador os recebesse. Na ocasião, Pezão prometeu encaminhar para a Alerj a reivindicação da categoria, que pede a incorporação da gratificação do Programa Delegacia Legal aos salários. O benefício varia, de acordo com o cargo e o tempo de serviço do policial, a partir de R$ 850. A tentativa de negocição da categoria com o executivo estadual já dura um ano.
‘Protestos não atrapalham’
Aos jornalistas, Luiz Fernando Pezão afirmou que a Copa transcorreria sem problemas: “Fizemos o nosso dever de casa.” Enquanto isso, do lado de fora do Centro Aberto de Mídia, profissionais da Educação paravam a Avenida Atlântica, em Copacabana, para reivindicar reajuste salarial. Mas o governador afirmou que os protestos de classes não atrapalham o evento.
“Se a reivindicação for justa, protestos não atrapalham (a Copa). É natural, tem que aproveitar mais de 17 mil jornalistas aqui e colocar suas pautas. Desde que não deprede, que não tenha ato de vandalismo, acho justo”, disse Pezão.
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