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domingo, 29 de junho de 2014

Torcida vibra no interior do RJ após sufoco do Brasil contra o Chile. Em Cabo Frio, Macaé e São Pedro da Aldeia torcedores ficaram tensos. Comemoração ultrapassou fronteira; brasileira comemorou em Paris.

Heitor Moreira
Do G1 Região dos Lagos
Clima foi de tensão na praia do Forte durante o jogo do Brasil contra o Chile (Foto: Gustavo Garcia / G1)Clima foi de tensão na praia do Forte durante o jogo
do Brasil contra o Chile (Foto: Gustavo Garcia / G1)
Minutos antes do último pênalti que fez o Brasil ganhar contra o Chile na Copa do Mundo, alguns torcedores já entregavam o jogo. Em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, os que preferiam ficar de cabeça baixa, pensando que não era possível, foram animados por quem ainda tinha esperança. Esperança que motivou e ajudou na conquista deste sábado (28).
Enquanto o resultado não saia, as unhas de Marcele Gomes, de 32 anos, iam embora. A moradora de Iguaba Grande, cidade vizinha, descontou o nervosismo roendo as unhas. Ela e o marido, Eduardo Gomes, de 35 anos, se uniram com mais 700 torcedores que lotaram a Avenida Nilo Peçanha, na Praia do Forte, para acompanhar a partida.
''Que jogo difícil! Nessa hora eu acabo com as minhas unhas mesmo. (risos) Mas graças a Deus a gente ganhou. Foi difícil, mas a gente levou essa'', disse a dona de casa. 
Em Macaé não foi diferente. A família de Lara Costa preferiu acompanhar ao jogo de casa mesmo. Nervosa durante toda a disputa, a engenheira não deixou de acreditar na Seleção, principalmente no principal responsável pela vitória: o goleiro Júlio César. 
"Estava muito nervosa. No segundo tempo o Chile foi melhor e quase tomamos o gol. Na prorrogação o Chile mais uma vez foi mais ousado e, na última bola, quase marcou o gol. Mas sabia que Júlio César faria a diferença nos pênaltis pelo histórico dele. Passamos com suor, com emoção. Está com cheiro de hexa no ar. Merecíamos muito a vaga", avaliou Lara Vicentini Costa.
A família da engenheira Lara Vicentini comemorou em casa na cidade de Macaé (Foto: Junior Costa/G1)A família da engenheira Lara Vicentini comemorou em casa na cidade de Macaé (Foto: Junior Costa/G1)
Em São Pedro da Aldeia a maioria os torcedores se concentrou na Rua da Parra, no Centro da cidade, onde foi montado um telão que exibe todos os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. No ínicio do jogo, muitos moradores estavam confiantes, mas no fim do segundo tempo era possível ouvir algumas pessoas reclamando, dizendo que o Brasil ia perder. Os olhos de boa parte do público que acompanhava a partida, ficaram fixos durante a prorrogação. 
Em Paris, Helena Alves reuniu a família e amigos em seu apartamento. (Foto: Helena Alves/Arquivo pessoal)Em Paris, Helena Alves reuniu a família e amigos
em seu apartamento. (Foto: Helena Alves/Arquivo)
Com pensamento positivo, havia esperança, havia sede por mais um gol. A tensão acabou para dar espaço para a festa quando o jogador do Chile errou e acertou a trave na última cobrança dos pênaltis. Todos se abraçavam e comemoravam. Comemoração que ultrapassou fronteira. Em Paris, na França, a brasileira Helena Alves reuniu a família e os amigos em casa e até pintou o rosto de verde para dar mais sorte para o Brasil. 
''Pintei meu rosto, viibramos juntos e conseguimos mais uma vitória! Brasil já é campeão! Mesmo fora do país ficamos tensos em cada minuto da partida. No final foi só festa'', declarou a dona de casa.
Após 120 minutos em campo e com a vitória, o Brasil se classifica para as quartas de final e joga contra o Uruguai ou Colômbia, que também disputam uma vaga na próxima fase da Copa do Mundo neste sábado (28), no Rio de Janeiro.
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