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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Organizada sela paz com Cabofriense, cumpre o trato e faz festa para Têti. Protestos nas arquibancadas deram lugar a gritos de apoio na vitória sobre o Ituano, a primeira na Série D do Brasileiro. Torcedores vão à loucura com entrada do ídolo

Por Cabo Frio, RJ
Eberson, cabofriense torcida (Foto: Andreia Maciel)
Eberson corre para falar comemorar gol com o pai no alambrado do Correão (Foto: Andreia Maciel)
A paz voltou a reinar na Cabofriense. Nove partidas - ou aproximadamente cinco meses, se preferir - depois, a equipe de Cabo Frio voltou a vencer um jogo. Foi a primeira vitória na Série D do Campeonato Brasileiro, que tirou o time da parte debaixo da chave e o colocou definitivamente na briga por uma das vagas na próxima fase. O triunfo, porém, não foi apenas dentro de campo. Fora dele, o Tricolor Praiano parece ter reconquistado o coração de um de seus maiores patrimônios: o torcedor.


O último encontro entre clube e torcida havia sido há duas semanas, na derrota por 2 a 1 para o Guarani de Palhoça. Na ocasião, só houve protestos por parte da organizada. Ouviram-se gritos pedindo a demissão do técnico Alexandre Barroso, sinalizadores foram acesos e obrigaram a paralisação da partida por duas vezes... Completamente o oposto do que aconteceu neste último sábado.
A promessa, na realidade, já era essa. Na sexta-feira, o perfil da M.U.P. Cabofriense em uma rede social revelou que havia se reunido com o presidente Valdemir Mendes e feito um acordo: o apoio na partida em troca de uma reunião entre diretoria e membros da organização nesta segunda-feira. E não foi diferente. Desde antes do apito inicial, tudo que se ouvia dos pouco mais de 500 torcedores que compareceram ao estádio eram manifestações a favor do time.
Têti, cabofriense x ituano (Foto: Andreia Maciel)Têti em ação no sábado: entrada do ídolo levou torcida à loucura no Correão (Foto: Andreia Maciel)
A boa atuação da Cabofriense dentro de campo só ajudou no casamento. O gol de Rodrigo Dias no primeiro tempo explodiu a torcida e fez com que a festa continuasse até no intervalo. Na segunda etapa, Eberson aumentou a vantagem: "Vamos subir, Ense! Vamos subir, Ense!" foi a resposta imediata da torcida.
- Têti! Têti! Têti! Têti!
Mais do que todo o resto, esse era o maior pedido da torcida da Cabofriense. O meia, um dos maiores ídolos do clube, estava ali no banco, pronto para entrar depois de mais de um ano sem disputar uma partida oficial - o último jogo havia sido o 2 a 1 sobre o Barra da Tijuca, no dia 8 de junho do ano passado, pela Série B do Campeonato Carioca.

Alfredo Sampaio não encontrou qualquer oposição por parte dos torcedores. Nem mesmo o gol de Caucaia, no segundo tempo, provocou alguma manifestação. Porém, o treinador ganhou de fato a torcida quando chamou Têti no banco de reservas. A festa no estádio, por incrível que pareça, foi maior que nos dois gols da Cabofriense até então. E o reconhecimento dos jogadores veio através de um gesto do seu camisa 10: Eberson, ao ser substituído, imitou um pirata, que é o mascote da organizada. Era a certeza de que, a partir de agora, torcida e time caminharão lado a lado em busca do acesso à Série C.
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