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domingo, 31 de maio de 2015

Professor Chicão reúne acervo histórico e cultural de Cabo Frio para democratizar o legado da cidade


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Fotos e jornais antigos servirão como patrimônio público
Maria Antônia Casarões
As homenagens, celebrações e comemorações pelos 400 anos de Cabo Frio estão a todo vapor entre os apaixonados pelo município cheio de beleza e história para contar. Artesanato, dança, livro, fotografia, cada um faz o que sabe para dar os “parabéns” à Cabo Frio. José Francisco de Moura, o Chicão, professor de história e historiador, encontrou uma maneira bem democrática e informativa de homenagear a cidade que mora há 14 anos.
Chicão está reunindo fotos e publicações antigas relacionadas ao município, a fim de proliferar a cultura das gerações e tornar pública a história e as curiosidades do local. Registro de praias, monumentos, pessoas e acontecimentos estão sendo coletados para montar um acervo que será de propriedade da própria cidade.
- Eu quis fazer isso por vários motivos; o primeiro por causa do aniversário da cidade e outro motivo é porque eu acho que o acervo de Cabo Frio fica em mãos privadas e essas tratam como se fosse arquivo pessoal, quando deveria ser uma recordação do munícipio -, diz Chicão, e explica que um bem comunitário que seja antigo é reconhecido como propriedade pública.
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Ele recebe contribuições de moradores e jornalistas. Outra grande contribuição vem da Biblioteca Nacional, que está fazendo um trabalho de digitalização de jornais e revistas de todo o país. Já foram 2.200 edições armazenadas. Entre essas estão os jornais antigos de Cabo Frio que possibilitaram o conhecimento de informações sobre o comércio, política e personalidades; além de divulgar imagens.
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- Eu divulguei no facebook uma foto de um comércio na rua 9, na Praia do Forte, onde funcionava um armarinho de dois irmãos árabes que chegaram em Cabo Frio em 1901. E as pessoas comentaram admiradas e felizes em rever. Teve gente emocionada que disse que se lembrava deles -, conta satisfeito.
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A intenção de Chicão é unicamente democratizar e tornar público, e para isso acontecer os jornais antigos da própria cidade, como A Coluna e Folha dos Lagos, também serão digitalizados por meio de um futuro projeto, idealizado por Chicão, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico, IPHAN.
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- Postei uma foto de uma mulher que ganhou um concurso de beleza em 1922 em Cabo Frio. As pessoas me perguntam se podem pegar e eu digo que é para isso mesmo que estou reunindo o material, para todos terem acesso -, afirma, e acrescenta que essas recordações surpreendem muitas famílias e despertam saudade.
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O historiador conta que a iniciativa deve-se à curiosidade compulsiva que tem em descobrir as coisas. Começou no ano passado juntando material aos poucos, mas hoje, já está determinado a focado no trabalho que se destinou a fazer.

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Visão de Chicão
Por agrupar materiais antigos referentes a cidade, José Francisco criou um olhar critico e observador sobre como Cabo Frio era e como se tornou. Ele conta que a cidade avançou muito e explica que antigamente existia muito problema de água, luz. De acordo com o historiador, a cidade, apesar do crescimento desenfreado, melhorou em serviços prestados, ordenação urbana, asfaltamento.
- Cabo Frio vai se reinventar mais uma vez devido á essa crise do petróleo. Vamos ter agora uma reforma predial para ajustar IPTU, cobrança sobre empreendimentos irregulares; tudo que foi deixado um pouco de lado quando a cidade tinha receita advinda dos royalties -, opina.
O comportamento do povo cabofriense, segundo Chicão, é muito mais cosmopolita hoje em dia, o que foi permitido pelas faculdades e pelas tecnologias. Outro comportamento observado por ele, é que cada vez mais o município deixa de ser referenciado por famílias conhecidas e tradicionais.
- Eu percebi muita coisa analisando a história, mas o que mais me chamou a atenção foi perceber como as mulheres daqui sempre foram bonitas, sempre se destacaram pela beleza -, diz sorridente, e declara que Cabo Frio também tem ótimos músicos.
Com o estudo, algumas curiosidades foram descobertas, como a vinda do ex-presidente Getúlio Vargas a Cabo Frio poucos dias antes de falecer. Como resposta do trabalho, a população tem se mostrado satisfeita em poder ver ou rever uma parte da história que em algum momento foi importante para alguém. 
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