Material escolar está mais caro; veja dicas para fugir dos preços altos

Todo início de ano, os pais saem à procura de novos materiais escolar e didático. Só que, desta vez, a situação é diferente: muitas escolas não vão começar um novo ano letivo, mas continuar o que foi interrompido pela pandemia. E as incertezas continuam: não há precisão sobre o retorno das aulas presenciais ou se o ensino continuará remoto. Com isso, a necessidade de compra de itens escolares mudou, e as vendas estão mais retraídas. Na contramão desse cenário, porém, os produtos tiveram incremento de preços.
Segundo dados da EBIT/Nielsen, as vendas de itens como agendas, apontadores, cadernos e canetas geraram um faturamento 9,3% maior do que o de dezembro e janeiro do ano anterior. Mas isso é um reflexo dos aumentos de preços dos produtos e não do volume de vendas, que está menor.

— A demanda está menor do que a do ano passado. A produção, em 2020, ficou 20% menor do que a de 2019. O retorno às aulas presenciais ocorrerão ao longo do semestre, e os pais não estão com pressa para comprar. Mas, como no ano passado teve aumento de preços das matérias-primas e de câmbio, tivemos que repassar um reajuste de 8% a 10% para os produtos nacionais e de cerca de 20% para os importados — afirma Ricardo Carrijo, da área de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE).

Gilberto Braga, economista e professor do Ibmec/RJ, aconselha que, antes de comprar, os pais conversem com as escolas para saber se as aulas serão presenciais ou virtuais e que material será necessário de imediato. Assim, será possível comprar o restante durante o ano, se as coisas mudarem.
— Os livros didáticos, por exemplo, itens que representam o maior peso no bolso dos pais, devem ser comprados apenas quando houver a certeza do retorno das aulas presenciais, já que, nas aulas à distância, a maioria das escolas prepara um material próprio.

Como economizar nas compras
Para quem já tem uma lista de materiais a comprar e está com o orçamento apertado, o jeito é se planejar e pesquisar onde estão as melhores oportunidades.
— O ideal é se antecipar para garantir preços menores. Mas, se não for possível, a pesquisa é uma etapa básica para conseguir fazer qualquer economia. O custo pode variar bastante entre um local e outro, e o essencial é comparar os preços para garantir o menor custo — afirma Nathalia Dirani, gerente de Marketing da Serasa.

A internet pode ajudar na pesquisa de preços. Mas, se for comprar em uma loja física, melhor ir sem as crianças.
— Ao ir à papelaria ou à livraria, o ideal é não levar os pequenos para não ter que dividir a atenção nem ceder aos pedidos de produtos "da moda", que podem ser bem mais caros — aconselha Nathalia Dirani.

Uma estratégia pode ser procurar por produtos de marcas próprias. Segundo a Associação Brasileira de Marcas Próprias (Abmapro), optar por produtos de marcas próprias pode render uma economia de até 25%, em média.

Para os alunos que vão continuar nas aulas virtuais, pode ser interessante investir nos itens tecnológicos que ajudarão no aprendizado.
— Se houver folga no orçamento, seria interessante reforçar a qualidade tecnológica dos recursos computacionais dos alunos, como velocidade de internet, cadeira e mesa adequadas para aulas à distância e até fazer uma modernização nos componentes computador — afirma Gilberto Braga.
https://extra.globo.com/economia/material-escolar-esta-mais-caro-veja-dicas-para-fugir-dos-precos-altos-24830587.html

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